Homem-forte do governo de SP defende reeleição de Tarcísio, e não Presidência em 2026: ‘Ele precisa de tempo para concluir obras símbolos do atraso’
Coordenador do plano de governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) nas eleições do ano passado e secretário de Projetos Estratégicos do Palácio dos Bandeirantes, Guilherme Afif Domingos (PSD) disse, em entrevista exclusiva ao site Jovem Pan, que é contra a ideia do chefe do Executivo paulista se candidatar à Presidência da República em 2026. O ex-ministro da Infraestrutura é apontado como um dos possíveis herdeiros do espólio eleitoral do ex-presidente Jair Bolsonaro, que será julgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na quinta-feira, 22, e pode se tornar inelegível. O governador, inclusive, lidera a preferência de voto entre os bolsonaristas, segundo pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Ideia. Segundo o levantamento, Tarcísio é citado por 20% dos apoiadores de Bolsonaro quando questionados em quem votariam se o ex-presidente perder seus direitos políticos – o governador Romeu Zema, de Minas Gerais, é o segundo, com 17%.
Para Afif Domingos, no entanto, Tarcísio deve buscar a reeleição junto ao eleitorado paulista. Na avaliação do secretário, um dos homens-fortes do Palácio dos Bandeirantes, o atual governador precisa completar um ciclo de oito anos para completar obras que, em sua visão, eram símbolo de atraso e que não poderiam ser finalizadas em apenas quatro anos. “O governador está atuando em áreas importantes do Estado, ele está investindo em habitação, e, principalmente, em transporte. Está empenhado na finalização das intermináveis estações do metrô e na finalização do rodoanel. Essa demora, são símbolos que devem ser atacados. Os trens intercidades, por exemplo, são obras começadas que precisam de tempo para serem concluídas. Por isso, Tarcísio precisa de tempo para trabalhar, ele não deve ser interrompido para disputar a presidência”, disse ao site da Jovem Pan.
Sobre a boa aprovação do governador em pesquisas, Afif afirma que este resultado é reflexo da postura de Tarcísio, que é menos de gabinete e mais de operação. “Conhecemos o estilo dele, infelizmente no desastre do litoral no início deste ano. Tarcísio arregaçou as mangas, botou o pé na bota e afundou na lama e mudou a sede do governo temporariamente. Com isso, ele mostrou ter gana e ter garra. Ele não é um político de gabinete, mas de operação. Com esse comportamento, ele despertou esperança na população nesses seis meses”, opina.
[jp-related-posts ids=”1425979,1425949″]
Assuntos
continue lendo
Política
Tarcísio seria reeleito no 1º turno em SP, diz Datafolha
Pesquisa mostrou que o atual governador registra 56% dos votos válidos
- Lula: Novo Desenrola é o melhor que anteriores; governo comprará e acertará dívidas das pessoas Estadão Conteúdo · há 1 hora
- Flávio Bolsonaro sobre MP das bets: ‘Estelionato do governo Lula’ Estadão Conteúdo · há 2 horas
- Alckmin defende tradições católicas após boato contra Flávio Estadão Conteúdo · há 2 horas
- Eleição de 2026 deve ter menor número de debates de TV no 1º turno em 28 anos Estadão Conteúdo · há 2 horas