JOVEM PAN

Jovem Pan
TV Ao Vivo
Fora do ar
Política

Maia diz que Congresso definirá calendário de vacinação com ou sem governo

Presidente da Câmara afirmou, ainda, que pretende votar até a quinta-feira, 10, a medida provisória que autoriza o Executivo a aderir ao programa 'Covax Facility'

André Siqueira

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) afirmou, nesta segunda-feira, 7, em coletiva de imprensa, que o Congresso definirá um plano de vacinação contra a Covid-19 com ou sem a participação do governo federal. Aos jornalistas, Maia afirmou que a população brasileira “entrará em pânico” se não houver uma estratégia definida pelas autoridades, e destacou a intenção de votar, até a quinta-feira, 10, uma medida provisória (MP) que possa fornecer diretrizes para o cronograma de imunização no país. “Então, é muito grave que o Brasil não defina logo um plano, não resolva de forma definitiva qual é o caminho”, disse. Uma das MPs que aguardam deliberação dos parlamentares é a 1003, que autoriza o governo federal a adeir ao Instrumento de Acesso Global de Vacinas da Covid-19, a Covax Facility.

Rodrigo Maia também afirmou que o Congresso vai “avançar de qualquer jeito”, mas ressaltou que “é bom que isso seja feito com o governo”. “As pessoas vão começar a entrar em pânico se o Brasil ficar para trás nessa questão de ter um plano, uma estratégia clara e objetiva. É bom que isso seja feito com o governo. Eu disse já ao presidente Bolsonaro. Mas nós vamos avançar de qualquer jeito, até porque o Supremo também vai avançar. E acho que o melhor caminho é que se faça de maneira integrada entre Executivo, Legislativo e, depois, a decisão final do Supremo”, disse nesta segunda. O presidente da Câmara disse, ainda, que já pediu ao relator da MP 1003, o deputado Geninho Zuliani (DEM-SP), que conversasse com o Ministério da Saúde sobre o cronograma de vacinação.

[jp-related-posts ids=”1018188,1018125,1018038″]

Nesta segunda-feira, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou que pretende iniciar a vacinação contra a Covid-19 no dia 25 de janeiro de 2021. A primeira fase da campanha irá priorizar profissionais de área da saúde que estão na linha de frente contra a doença, indígenas, quilombolas e os idosos com mais de 60 anos. No Estado, 77% dos óbitos pelo coronavírus estão concentrados nesta faixa etária e, de acordo com Doria, esse foi o critério para determinar o grupo prioritário. No total, essa fase pretende imunizar 9 milhões de pessoas. As decisões fazem parte do Plano Estadual de Imunização (PEI). A estratégia de vacinação está estimada em R$ 100 milhões, sem contar os insumos como seringas e agulhas.

Mais tarde, também nesta segunda, o presidente Jair Bolsonaro anunciou, em sua conta oficial no Twitter, que, “em havendo certificação da Anvisa, o governo ofertará a vacina a todos, gratuita e não obrigatória”. Na publicação, Bolsonaro disse que, segundo o Ministério da Economia, liderado pelo ministro Paulo Guedes, não faltarão recursos para que todos sejam atendidos. O vice-presidente Hamilton Mourão estima que, até o final de 2021, o governo vacinará 150 milhões de brasileiros.