PF investiga suspeita de interferência do governo Trump nas eleições brasileiras
O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, afirmou neste domingo (4) que a corporação investiga denúncias de possível interferência estrangeira nas eleições brasileiras. A apuração foi aberta após uma representação da Advocacia-Geral da União (AGU), que citou uma suposta atuação do governo de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos.
Durante visita ao Centro Integrado de Comando e Controle Nacional (CICC), Andrei afirmou que a representação foi analisada pela área técnica da PF no sábado (3) e encaminhada à Diretoria de Inteligência, responsável por conduzir a investigação.
“Recebemos de fato uma representação da Advocacia-Geral da União sugerindo a apuração de interferência externa nas eleições brasileiras, o que é crime na legislação eleitoral. Isso foi analisado pela nossa área técnica ontem (sábado) e encaminhado para a diretoria de inteligência, que é quem vai conduzir a investigação”Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal
A AGU informou, na quinta-feira (1º), que acionou a PF e a Procuradoria-Geral da República (PGR) para investigar uma suspeita de financiamento do governo Trump com o objetivo de interferir nas eleições brasileiras e deslegitimar o Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo Andrei, a eleição ocorre de forma tranquila em todo o país, sem registro de ocorrências graves além das situações consideradas normais durante o processo eleitoral.
Embaixada dos EUA no Brasil
Na sexta-feira (2), a PF cumpriu dois mandados de busca e apreensão em São Paulo e no entorno do Distrito Federal para investigar um suposto plano que poderia colocar em risco instalações diplomáticas dos Estados Unidos no Brasil. Segundo a PF, não foram encontrados elementos que confirmem as ameaças nem identificados suspeitos ligados a organizações criminosas.
A investigação é sigilosa e contou com cooperação de agências de inteligência estrangeiras. Equipamentos de comunicação e mídias apreendidos ainda são analisados pela corporação.
No mesmo período, a Embaixada dos Estados Unidos anunciou a suspensão dos serviços consulares no Brasil por questões de segurança. Austrália também fechou temporariamente sua embaixada em Brasília, enquanto Canadá e Reino Unido atualizaram orientações de viagem para o país, incluindo alertas relacionados às eleições. A Nova Zelândia manteve recomendação de cautela elevada.
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