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Países da Ásia Central reforçam medidas de controle de fronteiras com a Rússia por surto de peste

Morte levou as autoridades russas a colocar pelo menos uma unidade médica em quarentena e cerca de 200 pessoas sob observação médica

Estadão Conteúdo

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, reúne-se com a liderança do Ministério das Relações Exteriores da Rússia em Moscou em 14 de junho de 2024.
O presidente da Rússia, Vladimir Putin NATALIA KOLESNIKOVA / AFP

Quirguistão, Uzbequistão e Mongólia reforçaram as medidas de controle de suas fronteiras com a Rússia após a morte de uma pesquisadora em um laboratório no país e devido a preocupações com a disseminação da peste pneumônica. Segundo a agência IRNA, embora Moscou tenha anunciado que a pesquisadora Daria Shipilova morreu não de peste bubônica, mas de um tipo de “pneumonia desconhecida”, as crescentes preocupações com a saúde pública levaram outros países a intensificar seus esforços para realizar as investigações necessárias e um monitoramento mais cuidadoso.

A morte levou as autoridades russas a colocar pelo menos uma unidade médica em quarentena e cerca de 200 pessoas sob observação médica. O Quirguistão é o primeiro país da Ásia Central a ordenar o reforço dos controles sanitários em todas as suas passagens de fronteira após relatos de casos de peste. O Uzbequistão também anunciou “medidas para prevenir a entrada e a propagação de infecções altamente perigosas”.

Além disso, o Ministério da Saúde do Cazaquistão implementou medidas preventivas e intensificou os controles sanitários e de quarentena ao longo de sua fronteira com a Rússia. A Mongólia também colocou suas áreas fronteiriças em alerta máximo. Os Estados Unidos anunciaram que estão monitorando a situação do surto de peste.

A Comissão Europeia está acompanhando “muito de perto” o suposto surto de peste pneumônica na Sibéria e está pronta para coordenar uma resposta entre os Estados-membros, caso seja necessário, de acordo com a Euronews.

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