JOVEM PAN

Jovem Pan
TV Ao Vivo
3 em 1 | 16h00 - 18h00
Política

Mendonça manda retirar posts que dizem que Lula jogou bandeira do Brasil no chão

Representação da coligação do presidente aponta descontextualização de vídeo divulgado nas redes sociais

Beatriz Souza e Marcelo Bamonte

André Mendonça
A ação questiona a circulação de um vídeo nas redes sociais que, segundo a coligação, descontextualiza imagens para atribuir falsamente a Lula o ato de amassar e jogar a bandeira nacional no chão. Carlos Moura/SCO/STF

O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a remoção de publicações que afirmam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teria amassado e jogado uma bandeira do Brasil no chão. A decisão foi proferida nesta segunda-feira (5), em uma representação apresentada pela coligação Brasil Pronto Pra Mais.

A ação questiona a circulação de um vídeo nas redes sociais que, segundo a coligação, descontextualiza imagens para atribuir falsamente a Lula o ato de amassar e jogar a bandeira nacional no chão. Entre as frases destacadas no processo estão “Lula amassa e joga a bandeira do Brasil no chão”, “Ele tem desprezo pela nossa nação” e “Mas que VAGABUNDO!”.

A representação foi apresentada contra Pablo Marçal, Maurício Luiz de Souza, conhecido como Maurício do Vôlei, e responsáveis por diferentes perfis nas redes sociais. A lista inclui contas no X, Threads, TikTok e Instagram.

Mendonça determinou a retirada das publicações indicadas na ação. A coligação havia pedido, em caráter liminar, a “imediata remoção ou indisponibilização dos conteúdos impugnados”, além da retirada de outras postagens relacionadas ao mesmo material apontadas em anexo ao processo.

Circulou durante eleições

A ação chegou ao TSE em 4 de outubro, dia do primeiro turno das eleições presidenciais, e foi distribuída a André Mendonça, que atua como juiz auxiliar da Corte Eleitoral. A decisão foi assinada no dia seguinte.

Segundo a representação, o vídeo circulou por Facebook, Instagram, X, Threads, TikTok e WhatsApp. A coligação de Lula sustenta que as imagens foram apresentadas fora de contexto e usadas para construir a afirmação de que o presidente teria demonstrado desprezo pela bandeira brasileira.

O processo foi enquadrado em temas relacionados a propaganda eleitoral na internet, divulgação de notícia sabidamente falsa e propaganda eleitoral em redes sociais. Além de Marçal e Maurício do Vôlei, a representação relaciona uma série de perfis responsáveis pela reprodução do conteúdo. A Procuradoria-Geral Eleitoral participa do processo como fiscal da lei.

continue lendo