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Política

Estreante na política, Orleans Brandão disputa o governo do Maranhão

Sobrinho do atual chefe do Executivo, o administrador tem como principal rival o primo Eduardo Braide

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Orleans Brandão
Orleans Brandão disputa sua primeira eleição Reprodução/Instagram @orleansbrandaoma

O Movimento Democrático Brasileiro (MDB) lançou o estreante Orleans Brandão, 31 anos, à corrida para o governo do Maranhão. Esse é o primeiro cargo político que o administrador de empresas disputa.

Filho de Maria do Socorro e Marcus Brandão, Brandão nasceu em 8 de dezembro de 1994 na capital maranhense, São Luís. É sobrinho do atual governador do Maranhão, Carlos Brandão (MDB). Sua mãe é prima do ex-presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão Carlos Braide, pai do ex-prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD).

Brandão é casado com Fernanda Heluy Mitoso. O casal tem dois filhos: Maju e Marcus.

Na disputa ao governo do Maranhão, Eduardo Braide e Orleans Brandão são os favoritos do eleitorado. Segundo a pesquisa Real Time Big Data, divulgada em 10 de setembro, o ex-prefeito de São Luís registra 45% das intenções de voto no primeiro turno. O administrador tem 32%.

Cargo no governo do tio

Brandão trabalhou no setor privado até ser nomeado para o recém-criado cargo de secretário de Assuntos Municipalistas em março de 2023. À frente da pasta, atuou como elo entre os municípios e o governo estadual do tio Carlos Brandão.

Em junho de 2024, o Partido Solidariedade protocolou reclamação junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) questionando designações de parentes para cargos públicos feitas pelo governador do Maranhão. A legenda indicou suspeita de nepotismo em 14 nomeações, incluindo a de Brandão.

O ministro Alexandre de Moraes foi sorteado relator da reclamação. O magistrado determinou, em outubro de 2024, a suspensão de cinco nomeações.

No caso da designação de Brandão, Moraes entendeu que o cargo era de natureza política. Portanto, não havia violação da Súmula Vinculante 13 do STF, que disciplina sobre a nomeação de parentes para postos nos Poderes da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios.

Brandão permaneceu à frente da secretaria. Deixou o cargo em abril para disputar as eleições.

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