Aliados de Gleisi acionam TSE para ampliar restrições à campanha de Deltan
A Coligação Paraná Para Todos e a Federação Brasil da Esperança (FE Brasil) – Paraná, ligadas à candidatura de Gleisi Hoffmann, apresentaram uma nova petição ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedindo a ampliação das medidas que restringem a campanha de Deltan Dallagnol ao Senado pelo Paraná. O pedido foi protocolado nesta sexta-feira (25) no processo que discute o registro da candidatura de Dallagnol. A ação tramita sob relatoria do ministro Floriano de Azevedo Marques.
A movimentação ocorre depois de o TSE conceder, em 19 de setembro, uma liminar posteriormente referendada pelo plenário para obstar a candidatura de Dallagnol até o julgamento do recurso. A decisão proibiu o recebimento e o uso de recursos públicos, a veiculação de propaganda eleitoral no rádio e na televisão e a prática de outros atos de campanha.
O que diz a petição?
Na nova manifestação, os autores sustentam que a determinação estaria sendo contornada por meio de propaganda realizada por aliados e terceiros. A petição cita publicações e materiais eleitorais nos quais Dallagnol continua sendo apresentado como candidato, com divulgação de seu número de urna e pedidos de voto.
Entre os episódios citados está uma inserção eleitoral veiculada em emissoras do Paraná no dia 23 de setembro. Na peça, Sérgio Moro afirma que Dallagnol continua candidato ao Senado e informa seu número, 300. Filipe Barros também aparece no material.
Os autores mencionam ainda publicações nas redes sociais e um vídeo no qual Dallagnol afirma que não pode mais fazer campanha, mas diz a aliados que eles seriam sua “voz”. Para os autores da ação, os episódios demonstrariam uma tentativa de manter a campanha por intermédio de terceiros.
A petição pede que o TSE explicite que a restrição alcance propaganda que promova a candidatura de Dallagnol ou divulgue seu número de urna, independentemente de quem produza ou pague pelo material. Também solicita a aplicação de multa em caso de descumprimento.
Os autores querem ainda que Dallagnol, o Partido Novo e a Coligação Fortaleza do Paraná sejam impedidos de realizar, promover ou permitir propaganda que o apresente como candidato, peça votos em seu favor ou divulgue seu número. Também pedem a remoção de conteúdos já publicados na internet e a interrupção de novos impulsionamentos.
Em outra frente, a coligação pede que o TRE-PR acelere o envio ao TSE do recurso que trata do registro da candidatura. Segundo a petição, o recurso foi apresentado em 11 de setembro e, pelo cronograma apontado pelos autores, poderia chegar ao TSE apenas dois dias antes da votação de 4 de outubro.
O que diz Dallagnol?
Dallagnol reagiu ao novo pedido e criticou a tentativa de estender a restrição à propaganda realizada por terceiros: “Não basta me calar. Agora querem impedir que qualquer pessoa faça campanha por ele”, afirmou Deltan Dallagnol.
Os pedidos apresentados na nova manifestação ainda dependem de decisão do TSE. A apresentação da petição, portanto, não significa que a propaganda feita por terceiros já esteja proibida nos termos solicitados.
Tentamos contato com Gleisi Hoffmann, mas até o fechamento dessa reportagem não conseguimos retorno.
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