Raul Jungmann, ex-ministro de FHC e Temer, morre aos 73 anos
O presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), Raul Jungmann, morreu neste domingo (18) aos 73 anos. Ele estava internado no Hospital DF Star, em Brasília. Há anos, tratava um câncer de pâncreas há anos. O político deixa esposa e três filhos. A informação foi noticiada pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, e confirmadas pela Jovem Pan.
O ex-ministro nasceu em Recife, no Pernambuco, em 3 de abril de 1952. Filho de Ivanise Moreira e Sylvio Jungmann, Raul também era irmão de André Jung, ex-baterista do Titãs e do Ira!.
Filiado ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), Raul Jungmann participou ativamente do movimento Diretas Já. O ex-ministro integrou também o Partido Comunista Brasileiro (PCB). Em 1992, ele ajudou a fundar Partido Popular Socialista (PPS) — atual Cidadania —, mas deixou a sigla em 2018.
Em 1996, ex-presidente Fernando Henrique Cardoso nomeou Jungmann como ministro extraordinário de Política Fundiária. No mesmo ano, a pasta foi normatizada como Ministério do Desenvolvimento Agrário, onde permaneceu no comando até o último ano do segundo mandato de FHC, em 2002.
Em 2016, o ex-presidente Michel Temer escolheu Jungmann para chefiar o Ministério da Defesa. Dois anos depois, em 2018, o ex-presidente criou a pasta da Segurança Pública, responsável pela Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, o Departamento Penitenciário Nacional, a Secretaria Nacional de Segurança Pública e os conselhos de Segurança Pública e de Política Criminal e Penitenciária.
Quando assumiu o Planalto, em 2019, o ex-chefe do Executivo Jair Bolsonaro fundiu os ministérios da Segurança Pública e da Justiça. O atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), manteve a configuração das pastas em sua Esplanada.
Além do Executivo, Jungmann ocupou cargo no Legislativo. Foi eleito deputado federal por três vezes consecutivas, em 2002, 2006 e 2014.
Jungmann também foi conselheiro da Light S.A., da Companhia de Engenharia de Tráfego de São Paulo (CET) e da Empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação do Município de São Paulo (Prodam-SP). Desde 2022, era presidente do Ibram.
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