EUA aceitam extraditar ex-presidente peruano Alejandro Toledo
O Departamento de Estado dos Estados Unidos concedeu a extradição do ex-presidente peruano Alejandro Toledo (2001-2006), solicitada pelo sistema judicial do país sul-americano por crimes de corrupção, anunciou nesta terça-feira, 21, o Ministério Público peruano. “A Procuradoria-geral peruana, como autoridade central em matéria de extradições, informa que tomou conhecimento de que o Departamento de Estado dos Estados Unidos da América concedeu a extradição de Alejandro Toledo Manrique, pelos crimes de conluio e lavagem de dinheiro”, anunciou a Procuradoria no Twitter. O Ministério Público acrescentou que o Gabinete de Cooperação Judiciária Internacional e Extradições do Ministério Público “está coordenando com as autoridades nacionais e estrangeiras a próxima execução da sua extradição”. O ex-presidente foi preso em 2019 na Califórnia, onde viveu durante os últimos anos, e passou oito meses na prisão por risco de fuga, embora tenha podido sair da penitenciária e passar para a prisão domiciliar em março de 2020, em meio à pandemia de Covid-19.
O ex-procurador Ivan Meini disse à estação de rádio “RPP” que a extradição de Toledo para o Peru “deveria ser iminente, pois não há mais recursos a apresentar e o processo de extradição está terminado”. “O que deve acontecer nas próximas horas ou dias é os governos chegarem a um acordo sobre como organizar o retorno de Toledo ao Peru”, analisou. Além disso, considerou “provável” que o Ministério Público peruano solicite que o ex-presidente seja enviado para prisão preventiva enquanto é julgado e que cumpra a sua pena na prisão construída em uma base policial em Lima, onde os ex-governadores Alberto Fujimori (1990-2000) e Pedro Castillo (2021-2022) também se encontram detidos.
Toledo é acusado no país natal de receber dezenas de milhões de dólares em subornos da empresa Odebrecht em troca de favorecer a construtora nas suas transações comerciais no Peru enquanto ainda era presidente. Especificamente, o ex-presidente foi investigado por supostamente cometer os crimes de lavagem de dinheiro, conluio e tráfico de influência, em relação aos contratos licitados à Odebrecht para a construção da Autoestrada Interoceânica entre Brasil e Peru.
*Com informações da EFE
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Eliseu Caetano
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