Cicloativista morre atropelada em SP; motorista fugiu sem prestar socorro
Marina Kohler Hartok, cicloativista e pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP), morreu neste domingo, aos 28 anos, após ser atropelada por um Hyndai Tucson enquanto andava de bicicleta na avenida Paulo VI, em Pinheiros, na zona oeste de São Paulo. O motorista fugiu do local sem prestar socorro. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) chegou a ser acionado, mas a vítima não resistiu aos ferimentos. Segundo informações da Polícia Militar, o crime ocorreu por volta das 0h17. O caso será investigado pelo 14º DP de Pinheiros como homicídio culposo na direção de veículo automotor e fuga de local de acidente.
Uma policial militar de folga estava próximo do local e presenciou o atropelamento. Ela conseguiu anotar a placa do carro e prestou os primeiros atendimentos à vítima. Segundo a PM, o automóvel passou por diversa vias próximas ao local momentos antes do acidente. A pista possui quatro faixas, e a vítima estava na última, próximo ao parapeito. As autoridades entraram em contato com um homem que consta como o proprietário do veículo, mas ele afirmou que vendeu o automóvel em 2017. As investigações continuam.
Marina era conhecida entre os ativistas pelos direitos dos ciclistas e das mulheres. Pela USP, a pesquisadora do Laboratório Espaço Público e Direito à Cidade (LabCidade) havia contribuído com a produção diversos artigos sobre os temas, como “Mulheres e bicicletas em São Paulo: reflexões sobre gênero, mobilidade ativa e desigualdades no uso do espaço urbano”, “Como as mulheres de São Paulo usam a cidade? Uma análise a partir da mobilidade por bicicleta” e “Mulheres, por que não pedalam? Por que há menos mulheres do que homens usando bicicleta em São Paulo, Brasil?”. Marina era formada em ciências sociais pelas instituição e estava cursando doutorado em planejamento urbano pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU-USP).
[jp-related-posts ids=”1002790,1002780,1002775″]
Movimentos de cicloativismo realizaram um homenagem à Marina na praça do Ciclista, na avenida Paulista, neste domingo. Grupos também promoveram a hashtag #NãoFoiAcidente no Twitter para conscientizar a população sobre o crime. O candidato à Prefeitura de São Paulo, Guilherme Boulos (PSOL), prestou solidariedade aos familiares e afirmou que Marina contribuiu com a construção do programa da sua campanha. A deputada federal, Sâmia Bonfim (PSOL-SP), também homenageou a ativista. “Muito triste com a notícia da morte da querida Marina Harkot. Pesquisadora e ativista em defesa da mobilidade urbana, Marina foi vítima da violência no trânsito”, escreveu.
continue lendo
Brasil
Tornado atinge SC, deixa dois mortos e causa fechamento de aeroporto
O volume de chuvas superou 100 mm e foram registradas rajadas de vento de até 131 km/h em cidades do Sul
- Desembargadora fala sobre extinção ‘antecipada’ e autoriza volta de 3 bets Jovem Pan · há 6 horas
- Operação mira rede ilegal de bets que movimentou R$ 734 milhões Agência Brasil · há 12 horas
- PF mira suposto esquema que enviava brasileiras a Israel para prostituição Jovem Pan · há 14 horas
- Fachin dá 15 dias para PGR analisar indiciamento de Vorcaro Agência Brasil · há 1 dia