Governo diz que só receberá 30% das doses de CoronaVac prometidas e fala em ‘rever grupos prioritários’
O Ministério da Saúde informou na noite desta quinta-feira, 18, que apenas 30% das 9,3 milhões de doses da CoronaVac prometidas para o mês de fevereiro pelo Instituto Butantan devem ser recebidas nas próximas semanas. Segundo o secretário-executivo da pasta, Élcio Franco, somente 2,7 milhões das doses serão fornecidas pelo órgão, que usa tecnologia chinesa para desenvolver os imunizantes. “Já havíamos até divulgado aos secretários estaduais da Saúde uma planilha com a distribuição do que caberia daquelas 9,3 milhões. Agora, temos que rever os grupos prioritários e saber quem poderá ser imunizado, refazendo o nosso planejamento”, lamentou. O secretário afirmou que as doses estavam prometidas em contrato, que não teria sido cumprido.
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Para amenizar a falta que as mais de 6 milhões de doses farão no plano nacional de imunização, a pasta anunciou que conversa com mais seis fornecedores em busca de novos imunizantes para o país. Ainda assim, o ministério reforçou o compromisso de comprar mais 30 milhões de doses da CoronaVac até o último semestre de 2021. “Esperamos que os cronogramas sejam cumpridos para que possamos efetivar nosso planejamento e a população brasileira ser atingida com a máxima destreza”, pontuou Élcio Franco. O Instituto Butantan foi procurado pela Jovem Pan para se posicionar sobre o alegado atraso na entrega das vacinas, mas não se posicionou sobre o assunto até o momento. No ofício enviado ao Ministério da Saúde, o instituto alegou que o atraso na chegada dos insumos farmacêuticos ativos (IFAs) foi responsável pela demora.
“Importante referir que havia previsão de recebimento dos IFAs até 7 de janeiro passado, contudo, com o atraso provocado – já mencionado de conhecimento notório, somente fomos receber a partir do dia 3 do mês corrente os IFAs, provocando atraso de praticamente 1 mês na produção das vacinas”, pontua trecho do documento, que sugere a entrega das vacinas remanescentes ao longo do mês de março, caso a distribuição do IFA vindo da China continue normalizada. Até o momento, o Brasil vacinou mais de 5,5 milhões de pessoas. A expectativa do ministro Eduardo Pazuello é de que todo o país esteja imunizado até o fim do ano.
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