Ministério Público de Goiás pede a prisão do médium João de Deus após denúncias de abuso sexual
O Ministério Público de Goiás (MP-GO) pediu nesta quarta-feira (12) que a Justiça determine a prisão preventiva do médium João de Deus. O religioso é acusado de ter abusado sexualmente de mulheres durante a realização de tratamentos espirituais, em Abadiânia (GO). Cerca de 200 vítimas já procuraram autoridades para denunciá-lo.
A informação sobre o pedido de prisão foi confirmada pela assessoria do médium. Para que ele seja detido, é preciso que um juiz aceite o pedido protocolado por promotores. O advogado de João de Deus, Alberto Toron, não foi encontrado pela reportagem.
As acusações contra o médium, que diz realizar tratamentos e “cirurgias espirituais” por meio de entidades que “incorpora”, surgiram no sábado (8), quando um programa de televisão conversou com vítimas. Em todos os casos, João levava a mulher para uma sala reservada para sessão em busca de milagres, o que acabava evoluindo para toques e estupros.
O MP-GO formou uma força-tarefa já na segunda-feira (10). Quatro promotores estão investigando as denúncias. O grupo conta com o apoio de duas psicólogas para a coleta de depoimentos. Em 40 anos de atuação no interior goiano, João de Deus já atendeu três presidentes (Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff e Michel Temer) e diversos famosos.
‘Eu sou inocente’
Na primeira aparição pública desde que veio à tona a primeira denúncia, João de Deus chegou ao Centro Dom Inácio de Loyola, nesta quarta, cercado por seguidores. “Eu sou inocente” foi sua única declaração. Cerca de 400 adultos e crianças estiveram no local pela manhã – isso representaria um terço do movimento habitual.
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