Relatora da 2ª instância no Senado ameaça obstrução se Alcolumbre adiar votação
A relatora da proposta da prisão em segunda instância no Senado, Juíza Selma (Podemos-MT), ameaçou obstruir votações se o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), atrasar a discussão do projeto.
Alcolumbre elaborou uma estratégia com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e outros deputados e senadores para atrasar a votação da proposta no Senado. O argumento dele é construir um texto em consenso com a Câmara e não apressar a análise de um projeto diferente.
A proposta relatada pela parlamentar deveria ser votada na próxima quarta-feira (27) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Alcolumbre, no entanto, agendou uma sessão conjunta do Congresso para o mesmo horário, às 10 horas.
Juíza Selma integra o grupo “Muda, Senado”, que reúne 21 senadores e se contrapõe ao presidente da Casa. “Se essa decisão for mantida, nós seremos obrigados a obstruir qualquer votação enquanto esse assunto não for resolvido”, afirmou.
População precisa cobrar
A senadora afirmou em entrevista ao Jornal da Manhã que é preciso cobrança da população para que o Congresso Nacional consiga aprovar um projeto que autorize a prisão após condenação em segunda instância.
Ela avaliou que alguns parlamentares devem resistir, mas que o apoio da sociedade pode ser a chave para a efetivação da proposta. “Sabemos que vai haver resistência. Tivemos até embates prévios quando estávamos votando a PEC Paralela, por exemplo, nessa semana. Sabemos que vai haver resistência, mas cremos que a maioria vai votar pela aprovação e que, na Câmara dos Deputados, acontecerá da mesma forma. Por isso, pedimos que a população permaneça cobrando dos congressistas, é um desejo nacional. O povo brasileiro está indo às ruas pedindo isso, com uma sensação de indignação com a impunidade gerada pela decisão do Supremo Tribunal Federal [STF]. Por isso penso que há possibilidade de aprovação”, disse.
* Com informações do Estadão Conteúdo
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