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São Paulo planeja entrega de medicamentos e vacinas para emergências do El Niño

suprimentos serão liberados de acordo com as necessidades específicas enviadas pelas prefeituras afetadas

Danúbia Braga

O chefe dos serviços de previsão climática da Organização Meteorológica Mundial (OMM), Wilfran Moufouma-Okia, aponta gráficos exibidos em uma tela de computador na sede da OMM em Genebra, em 1º de junho de 2026. Há 80 por cento de chance de o fenômeno de aquecimento El Nino se desenvolver entre junho e agosto, aumentando o risco de eventos climáticos extremos, disse a Organização Meteorológica Mundial em 2 de junho de 2026. (Foto de Fabrice COFFRINI / AFP)
El Niño Fabrice COFFRINI / AFP

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) montou uma força-tarefa para enfrentar os impactos de desastres naturais previstos para a temporada do El Niño. O plano inclui a reserva e a distribuição estratégica de 45 itens de assistência farmacêutica, além de lotes de soros e vacinas, para atender municípios atingidos por enchentes, alagamentos e deslizamentos.

Com exclusividade para a Jovem Pan, a pasta informou que os suprimentos serão liberados de acordo com as necessidades específicas enviadas pelas prefeituras afetadas. O objetivo é evitar o desabastecimento de remédios essenciais, vacinas de emergência e soros antiofídicos ou contra contaminações logo nos primeiros momentos de crise climática.

A medida faz parte do Plano Estadual de Preparação e Resposta em Saúde para o Fenômeno El Niño, que será anunciado oficialmente pelo Governo de SP na tarde desta quinta-feira (15), durante o lançamento da operação São Paulo Sempre Alerta.

Segundo o secretário de Estado da Saúde, Eleuses Paiva, o foco da gestão estadual é se antecipar aos estragos causados por eventos climáticos extremos:
“Nosso objetivo é antecipar os riscos e fortalecer a capacidade de resposta da saúde diante dos eventos climáticos extremos. A disponibilização de medicamentos, soros e vacinas é uma das medidas de apoio aos municípios que possam ser atingidos. Estamos trabalhando de forma integrada, com planejamento regional e ações de vigilância, para reduzir os impactos desses eventos e proteger a saúde da população.”

Planejamento regional na saúde pública de SP

Além da logística de insumos e medicamentos, a Secretaria realizou oficinas de gestão de risco em todos os 17 Departamentos Regionais de Saúde (DRS) do estado. A ideia é mapear as ameaças prioritárias de cada região paulista e treinar as equipes locais para agir com rapidez em situações de emergência pública.

Uma Sala de Situação e Monitoramento de Riscos e Desastres Naturais foi montada para acompanhar alertas em tempo real e coordenar equipes de vigilância epidemiológica, sanitária, saúde mental e atendimento digital.

O plano completo com todas as diretrizes estaduais será detalhado nas próximas horas pelo governo paulista.

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