FGC antecipa reembolso a clientes do Will Bank com até R$ 1 mil a receber
O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) decidiu nesta sexta-feira (13) antecipar o ressarcimento de clientes diretos do Will Bank com valores a receber de até R$ 1 mil. Segundo a entidade, cerca de 6 milhões de pessoas serão contempladas nesta fase.
Para receber o reembolso, o cliente apto deve fazer a solicitação pelo aplicativo do Will Bank. A devolução também será feita pela mesma plataforma.
O FGC informou que dois tipos de clientes não serão contemplados com essa fase de devolução. São eles:
- Quem adquiriu produtos elegíveis à garantia do fundo por meio de plataformas de distribuição de investimentos;
- Clientes com valor a receber superior a R$ 1 mil.
Nesses dois casos, a solicitação deverá ser feita por meio do aplicativo do FGC. No entanto, ainda não está disponível, porque o fundo ainda precisa concluir o processo de consolidação da lista de credores do Will Bank e o perfil de clientes da instituição financeira.
Liquidação do Will Bank
Braço digital do Banco Master, o Will Bank foi liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central em 21 de janeiro. Em nota, o Bacen afirmou que a medida se tornou “inevitável” em razão “do comprometimento da situação econômico-financeira, da insolvência e do vínculo de interesse evidenciado pelo exercício do poder de controle” da instituição financeira de Daniel Vorcaro.
A lei exige que os bens dos controladores e dos ex-administradores da instituição com liquidação decretada fiquem indisponíveis.
O Banco Central ainda tentou manter a Will Financeira em funcionamento, por meio do Regime Especial de Administração Temporária (RAET), mas não foi viável, segundo a entidade. A Will Financeira descumpriu a grade de pagamentos com o arranjo de pagamentos Mastercard.
Entenda o caso do Banco Master
Após identificar indícios de irregularidades financeiras e a grave crise de liquidez, o Banco Central determinou, em novembro de 2025, a liquidação extrajudicial do Banco Master S/A, do Banco Master de Investimentos S/A, do Banco Letsbank S/A e da Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários.
Segundo as investigações, o Banco Master oferecia Certificados de Depósitos Bancários (CDB) com rentabilidade muito acima do mercado. Para sustentar a prática, a instituição financeira passou a assumir riscos excessivos e estruturar operações que inflavam artificialmente o seu balanço financeiro, enquanto a liquidez se deteriorava.
Os episódios do Banco Master e da gestora de investimentos Reag, liquidada em 15 de janeiro, são os mais graves do sistema financeiro brasileiro. Os casos envolvem, além das fraudes, tensões entre o STF e o Tribunal de Contas da União (TCU), bem como com o Banco Central e a PF.
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