Casa Branca diz que Trump prioriza diplomacia com Irã, mas não descarta ataque
A secretária de Imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que o presidente dos EUA, Donald Trump, mantém a diplomacia como prioridade na condução das tratativas com o Irã, mas reconheceu que há pressão interna por uma ação mais dura.
“Trump já deixou claro que diplomacia é sempre sua primeira opção”, disse. Ao mesmo tempo, ponderou que “há muitos argumentos a favor de um ataque contra o Irã”.
Durante coletiva de imprensa nesta quarta-feira (18), Leavitt disse que houve apenas um “pequeno progresso” nas negociações da véspera entre Washington e Teerã.
Ela avaliou que “seria muito sensato se o Irã fizesse um acordo com Trump para evitar um ataque” e acrescentou esperar que os iranianos “entrem em contato nas próximas semanas conosco de novo com novos detalhes”.
As declarações vêm após o governo iraniano apontar avanços em rodada indireta realizada em Genebra, com acerto parcial de princípios para um possível entendimento.
Sobre a guerra na Ucrânia, Leavitt informou que ocorreu nova rodada de negociações entre EUA, Rússia e Ucrânia e afirmou que “progressos significativos foram alcançados” nas discussões. Uma nova rodada será realizada, pontuou, mas ainda sem data definida.
A porta-voz ainda confirmou que Trump sediará nesta quinta-feira uma reunião do Conselho de Paz, no Instituto da Paz Donald J. Trump, renomeado pelo próprio republicano com seu nome.
De acordo com ela, países-membros já prometeram mais de US$ 5 bilhões para esforços humanitários e de reconstrução em Gaza, além do envio de “milhares” de integrantes para uma força internacional de estabilização e para a polícia local.
Leavitt também comentou a situação de Cuba, afirmando acreditar que “seja do interesse de Cuba fazer mudanças em breve”, em meio ao aumento da pressão de Washington sobre Havana e à aproximação da ilha com Moscou. Ela não deu mais detalhes.
*Com informações do Estadão Conteúdo
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Eliseu Caetano
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