Filha de guru ultranacionalista de Putin é assassinada em carro-bomba na Rússia
A filha de Alexander Dugin, um ideólogo ultranacionalista russo próximo ao presidente da Rússia, Vladimir Putin, foi assassinada neste sábado, 20, quando o carro que dirigia explodiu perto de Moscou, segundo informações do Comitê de Investigação do país. Darya Dugina, jornalista e cientista política, dirigia perto da cidade de Bolshie Viaziomy, a cerca de 40 km de Moscou, ao volante de um Toyota Land Cruiser, segundo o comunicado. A jovem, nascida em 1992, morreu no local da explosão. Segundo investigadores, o caso ocorreu por um dispositivo explosivo colocado embaixo do veículo. O Comitê abriu uma investigação por homicídio. Apesar da morte de Darya, o alvo seria o próprio Alexander Dugin, já que ela dirigia o carro do pai. Dugin é um intelectual e escritor ultranacionalista, teórico do neo-eurasianismo, ideia que prega a aliança entre Europa e Ásia e que vem sendo posta em prática e liderada pela Rússia. Ele defende a absorção da Ucrânia pela Rússia e está sujeito a sanções da União Europeia desde 2014, após a anexação russa da Crimeia. Nos últimos anos, a Ucrânia baniu vários de livros de Dugin. O líder da República Popular de Donetsk (DNR), autoproclamado por separatistas pró-Rússia no leste da Ucrânia, Denis Pushilin, acusou as forças ucranianas do assassinato de Darya Dugina neste domingo. “Terroristas do regime ucraniano tentaram liquidar Alexander Dugin, mas mataram sua filha”, disse Pushilin em sua conta no Telegram. Ainda não há informações sobre os responsáveis pelo crime. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia especula que a Ucrânia poderia estar por trás do ataque. Maria Zakharova, porta-voz da pasta, afirmou que se o rastro da investigação levasse ao país vizinho, então apontaria para uma política de “terrorismo de Estado” sendo perseguida por Kiev. A Ucrânia negou qualquer envolvimento.
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