Moção pode tirar primeira-ministra do Reino Unido do poder
A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, terá que enfrentar nesta quarta-feira uma moção de censura, depois que o Partido Conservador recebeu as cartas necessárias para iniciar esse processo, anunciou o Comitê 1922, que reúne este grupo na Câmara dos Comuns.
O presidente do comitê, Graham Brady, recebeu as 48 mensagens necessárias dos deputados para convocar a votação.
Brady comunicou que a votação será realizada hoje, entre 18h e 20h (horário local, 16h e 18h de Brasília), na sala número 14 da Câmara Baixa, mas se Theresa May vencer a votação, não poderá ser realizado no período de um ano outro processo similar interno, de acordo com as regras do partido.
“Os votos serão contados imediatamente depois e o resultado será anunciado quando possível esta noite”, acrescentou.
No entanto, se a premier perder a votação, o partido no poder iniciará um processo interno para escolher um novo líder.
As cartas foram enviadas no meio da crise que vive o governo pela decisão de Theresa May de atrasar a importante votação que aconteceria ontem sobre o acordo do “brexit” nos Comuns.
A primeira-ministra conservadora decidiu adiar a votação, que ela tinha grandes chances de perder, dada a rejeição que o pacto gerou entre os “tories” eurocéticos e muitos da oposição.
Diante desta situação, a primeira-ministra iniciou ontem intensos contatos com líderes europeus com o objetivo de conseguir algum tipo de concessão da União Europeia (UE) que permita que o acordo ultrapasse o processo parlamentar em Londres.
Após conhecer o anúncio, o ministro das Relações Exteriores do Reino Unido, Jeremy Hunt, afirmou em sua conta do Twitter que apoiará Theresa May, pois ela está realizando “atualmente o trabalho mais difícil” e acrescentou que “a última coisa que o país precisa é um processo (interno) longo e prejudicial”.
“O ‘brexit’ nunca seria fácil, mas ela é a melhor pessoa para garantir que deixemos a UE no dia 29 de março”, afirmou Hunt.
Os eurocéticos manifestaram sua oposição ao acordo do “brexit” por referência à salvaguarda destinada a evitar uma fronteira física entre as duas Irlandas.
*Com informações da Agência EFE.
Assuntos
continue lendo
Mundo
Mais de 100 mil protestam em Paris contra aumento do custo de vida
As escolas públicas perderam milhões de horas de ensino devido à falta de substituição de professores
- Milei chama Lula de ‘ladrão e mentiroso’ após críticas à Argentina Estadão Conteúdo · há 18 horas
- Incêndio atinge antiga casa de montanha de Hitler na Alemanha AFP · há 18 horas
- França tem nova onda de protestos sob forte esquema de segurança AFP · há 19 horas
- Economia e agro: eleições no Brasil ganham destaque na imprensa internacional; veja Estadão Conteúdo · há 20 horas