Polícia norueguesa investiga tiroteio em mesquita como tentativa de atentado
A polícia da Noruega informou neste domingo (11) que passou a considerar um episódio de terrorismo o tiroteio ocorrido no sábado (10) em uma mesquita de Bærum, nos arredores de Oslo, no qual o autor dos disparos ficou levemente ferido.
“Estamos diante de uma tentativa de atentado terrorista. A investigação mostrou que [o autor do fato] tem ideias de extrema-direita. Expressou apoio a Vidkun Quisling [líder do regime colaboracionista nazista na Noruega durante a 2ª Guerra Mundial] e opiniões contra os imigrantes”, disse em entrevista coletiva o chefe da polícia de Oslo, Rune Skjold.
O policial esclareceu que as acusações contra o detido são por tentativa de homicídio e homicídio, essa última pela morte da companheira de apartamento. O corpo dela foi encontrado pelos agentes horas depois do tiroteio, quando o homem foi rendido no centro religioso por vários homens que avisaram as autoridades logo em seguida.
A polícia mantém contato contínuo com os serviços de inteligência e ainda poderá acrescentar a acusação de terrorismo, explicou Skjold.
Durante o tiroteio foram realizados vários disparos, e duas armas foram encontradas na mesquita, informou a polícia, que descarta que haja mais pessoas envolvidas no incidente. A corporação anunciou também que já conhecia o detido anteriormente, sem especificar de que contexto.
O indivíduo, um cidadão norueguês com cerca de 20 anos e morador de Baerum, se negou a prestar depoimento, mas será submetido a um novo interrogatório ao longo do dia e na segunda-feira (12) deve ser levado a um juiz para que seja decretada a prisão preventiva.
Segundo revelou o jornal Dagbladet, horas antes do tiroteio o detido publicou mensagens nas redes sociais convocando uma guerra de raças e elogiando o autor dos ataques de março a duas mesquitas em Christchurch, na Nova Zelândia, nos quais 50 pessoas morreram.
*Com EFE
Assuntos
continue lendo
Mundo
Democrata Abdul El-Sayed se torna primeiro muçulmano eleito ao Senado dos EUA
Democrata derrotou candidato apoiado por Trump com 51,8% dos votos, apesar de divergências internas sobre Israel e ataques à sua religião
- Democrata derrota candidata apoiada por Trump e vence eleição histórica na Carolina do Sul Marcelo Bamonte · há 9 minutos
- Geórgia elege 1ª governadora negra da história dos EUA e encerra domínio republicano Marcelo Bamonte · há 12 minutos
- Chris Pappas é eleito primeiro homem assumidamente gay ao Senado dos EUA Jovem Pan · há 14 minutos
- Trump reconhece derrota republicana e admite negociar com democratas no Congresso Marcelo Bamonte · há 39 minutos