Trump desdenha de esforço europeu para frear guerra e descarta pressionar Israel por cessar-fogo
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (20) que o Irã prefere negociar diretamente com Washington, e não com as potências europeias. A declaração foi feita após uma reunião em Genebra entre chanceleres da Alemanha, França, Reino Unido e União Europeia com o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, na tentativa de encontrar uma saída diplomática para o conflito entre Israel e a República Islâmica. “O Irã não quer falar com a Europa, eles querem falar conosco”, disse Trump, que confirmou contatos entre sua equipe e autoridades iranianas.
Segundo o presidente americano, seu governo está “pronto, disposto e capaz” de negociar, mas rejeitou impor qualquer condição a Israel, como suspender os ataques aéreos, para facilitar o diálogo. “É muito difícil fazer esse pedido. Quando alguém está ganhando, é mais difícil do que quando alguém está perdendo”, argumentou.
Em outra declaração, Trump reforçou que o envio de tropas terrestres ao Irã seria a “última coisa” que desejaria, indicando que a preferência é por manter a pressão sem envolvimento direto dos EUA no conflito militar iniciado por Israel. Ele confirmou ainda o prazo de até duas semanas para avaliar os próximos passos, sugerindo que esse período servirá para “ver se as pessoas vão recobrar o juízo”.
Enquanto isso, os europeus buscam manter abertos os canais diplomáticos. O presidente francês, Emmanuel Macron, adiantou que foi apresentada ao Irã uma “oferta de negociação completa, diplomática e técnica”, que incluiria também a questão do programa nuclear. Segundo Macron, a proposta estará “sobre a mesa”, mas Teerã precisaria demonstrar disposição para aderir.
Em Genebra, o chanceler alemão, Johann Wadephul, afirmou que a reunião deixou uma “impressão positiva” de que o Irã está aberto ao diálogo. Araqchi, no entanto, condicionou qualquer avanço à interrupção dos bombardeios israelenses. “As capacidades de defesa do Irã não são negociáveis”, declarou. O ministro francês Jean Noël Barrot reforçou que a solução para o impasse não será militar e condenou a ideia de uma mudança de regime imposta de fora. “Cabe ao povo decidir seu próprio destino”, disse.
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Em declaração conjunta, os países europeus pediram que todas as partes evitem ações que possam levar a uma escalada e defenderam uma solução negociada para impedir que o Irã obtenha armas nucleares.
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Publicada por Felipe Dantas
*Reportagem produzida com auxílio de IA
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