Governo da Bahia fecha acordo para adquirir 50 milhões de doses da vacina russa
O governador da Bahia, Rui Costa (PT), anunciou nesta sexta-feira, 11, a assinatura de um acordo com Fundo de Investimento Direto Russo (RDIF), o fundo soberano da Rússia, que prevê o fornecimento de 50 milhões de doses da vacina russa. A intenção é iniciar os ensaios clínicos a partir de outubro com 500 voluntários, ainda durante a fase 3 de testes do imunizante. “A Bahia assinou um acordo de cooperação com o fundo soberano da Rússia, o RDIF, para o fornecimento de 50 milhões de doses da vacina Sputnik V, a primeira contra o coronavírus registrada em todo o mundo”, disse por meio das redes sociais. No entanto, o protocolo para validar a fase 3 dos estudos clínicos, com testes em humanos, depende ainda de autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Segundo o governador, se aprovada pelos órgãos responsáveis, a vacina poderá ser fornecida para todo o Brasil. “Acredito na ciência e estou confiante nos resultados. É mais um importante passo dado para salvar vidas humanas”, disse ele. Além da Bahia, em 27 de agosto, o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) anunciou a intenção de testar a vacina russa contra a Covid-19 em pelo menos dez mil voluntários. O protocolo para validar a fase 3 dos estudos clínicos também deve ser submetido à Anvisa. Depois de aprovado, o Estado estima um prazo de duas semanas para realizar os ajustes finais. Em um cenário realista, o Tecpar espera iniciar os testes em voluntários em 50 dias. A Sputnik V foi desenvolvida pelo Instituto Gamaleia de Moscou, que trabalha com uma técnica inovadora que utiliza dois tipos de adenovírus humanos para provocar uma reação imune ao Sars-CoV-2, causador da covid-19. Foi a primeira vacina contra o novo coronavírus a ser registrada no mundo.
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No dia 11 de agosto, as autoridades russas disseram que a vacina entrava na terceira e última fase dos ensaios clínicos. O anúncio foi recebido com ceticismo por muitos pesquisadores e alguns países como a Alemanha, que duvidaram da eficácia e segurança do imunizante, principalmente pela falta de dados públicos sobre os ensaios realizados no momento do anúncio. No entanto, o presidente Vladimir Putin afirmou que a vacina garantiu “imunidade de longa duração” contra a doença. A Rússia afirma que 40 mil pessoas devem participar do estudo durante a fase 3, iniciada na última quarta-feira, 9, e os resultados iniciais dessa etapa são esperados para outubro ou novembro deste ano. De acordo com a revista The Lancet, um grupo de pacientes que participou de um estudo preliminar da vacina russa contra o novo coronavírus desenvolveu uma resposta imune sem nenhum efeito colateral sério. Os resultados dos dois testes, conduzidos em junho-julho deste ano, envolveram 76 participantes, mostraram que 100% deles desenvolveram anticorpos para a doença.
*Com informações do Estadão Conteúdo
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