PL aguarda pesquisa interna sobre Flávio; aliados temem crise ‘à conta gotas’

O resultado do levantamento interno deve ditar as próximas estratégias do grupo, na esteira da troca do marqueteiro Marcello Lopes

  • Por Beatriz Manfredini
  • 21/05/2026 09h17 - Atualizado em 21/05/2026 11h11
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CEZAR RIBEIRO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) durante lançamento da pré-candidatura de Guilherme Derrite ao Senado, no sábado (16)

O PL aguarda uma nova rodada de pesquisas internas para entender os impactos da crise envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o banqueiro Daniel Vorcaro. A expectativa é que o levantamento fique pronto entre a próxima semana e o início de junho.

Há uma tensão em torno da possível diferença entre o número de votos. Trackings internos do PT apontam uma vantagem de sete pontos para a reeleição do presidente Lula, cenário similar ao da pesquisa Atlas divulgada nesta terça-feira (19). O número está na “faixa amarela” para integrantes da campanha de Flávio, que consideram uma distância de cerca de 10 pontos preocupante, e de 5 para baixo, reversível.

O resultado do levantamento interno deve ditar as próximas estratégias do grupo, na esteira da troca do marqueteiro Marcello Lopes.

Um dos temores de auxiliares é justamente que a crise se escale, numa espécie de conta-gotas. “Se assistirmos a um capítulo diferente saindo de temos em temos, vai ficar difícil estancar”, resumiu um. O entendimento é que ficaria difícil até mesmo para apoiadores e parlamentares ligados à legenda fazerem defesas ao senador.

Em um cenário em que não haja novas surpresas, a avaliação é que é mais fácil contornar a situação, principalmente porque ainda há tempo até a eleição, de fato, com o surgimento de novas narrativas.

Como mostrou a coluna, até mesmo entre o mercado financeiro e o setor empresarial a situação é semelhante. Membros da Faria Lima aguardam possíveis os novos desdobramentos com cautela.

Apesar disso, pessoas próximas de Flávio descartam a ideia de substituição na corrida presidencial, mesmo que por outro Bolsonaro, como a ex-primeira Dama Michelle. O entendimento é que dificilmente o ex-presidente Jair Bolsonaro voltaria atrás do nome do filho, mesmo porque isso pareceria “aceitar uma culpa”.

*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.

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