Em entrevista, Alckmin diz que foi contra apoio do PSDB ao governo Temer
Durante entrevista ao Jornal da Globo, na noite desta terça-feira (18), o candidato à Presidência Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou que foi contra o ingresso de seu partido no governo Temer. “Se dependesse de mim, eu não tinha entrado. (…) Nós já não éramos governo há 13 anos”, afirmou.
No entanto, ele rechaçou ter votado contra medidas econômicas importantes apenas porque eram oposição à época do governo de Dilma Rousseff . “O PT é um partido sem limite, não tem como querer colocar a responsabilidade do desastre sobre o PSDB”, defendeu.
O ex-governador de São Paulo ainda defendeu a aliança com os partidos do Centrão e disse se sentir preparado para o desafio do próximo governo. “Fico preocupado de ver o Brasil ir para os extremos. Ninguém está convidando ninguém para um banquete. Quem ganhar a eleição, é subir a rampa em dia de chuva com lata na cabeça, não vai ser fácil”, avaliou.
Questionado se, dado o número de correligionários acusados de envolvimento em esquemas de corrupção, era possível realizar uma autocrítica, Alckmin desconversou, dizendo que todos precisam responder à Justiça. Ele reclamou ainda do que seria uma tendência a jogar os políticos todos na mesma “vala comum”. “Moro no mesmo apartamento há 30 anos, abri mão de aposentadoria de deputado estadual e federal, a única coisa que herdei do meu pai foi a vida modesta”, se defendeu.
Segundo Turno
Apresentando, até aqui, números modestos nas pesquisas de intenção de voto, Alckmin se fiou na experiência de sua primeira disputa ao Palácio do Planalto, em 2006, para demonstrar confiança de que é possível reverter a situação.
“Se pegar a eleição que fui candidato, a 12 dias (da eleição) a diferença minha para Lula (ex-presidente, que tentava a reeleição) era de 24 pontos na pesquisa. Na hora que abriu a urna, eram 7. (Tiramos) uma diferença de 17 pontos em 12 dias. Nós não estamos a 12 dias, mas quase 20 dias”, disse o tucano na entrevista.
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