Entenda a polêmica da candidatura de Garotinho que abre caminho para eleger Ruas no RJ
Os candidatos ao governo do Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL-RJ), que obtveve 49,27% dos votos ao Executivo no primeiro tunro, e o ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD-RJ), com 42,76%, vão disputar, até o momento, o segundo turno das eleições 2026 no dia 25 de outubro.
Entretanto, o terceiro colocado, Anthony Garotinho (Republicanos), que teve 3,17% dos votos, corre o risco de ter sua porcentagem indeferida. Caso os votos depositados em Garotinho sejam retirados, Ruas tem a chance de vencer a disputa ainda no primeiro turno.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revogou na sexta-feira (2) uma liminar que beneficiava Garotinho e determinou que os votos seriam considerados nulos na eleição, que aconteceu no domingo (4). Apesar da decisão, o nome de Garotinho esteve nas urnas, contudo os votos apareceram como “anulados sub judice”.
No dia 11 de setembro, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) negou o registro de candidatura ao governo do candidato do Republicanos em decisão unânime. A sentença confirma a suspensão de seus direitos políticos em razão de condenação por improbidade administrativa.
Defesa retira recurso
A defesa do candidato ao governo do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho (Republicanos), retirou no dia 4 de setembro o recurso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que recorria contra a decisão que indeferiu o registro da candidatura ao executivo do Rio. “Não perderei tempo reclamando da justiça eleitoral, pois a imensa maioria da população viu a perseguição sofrida por mim, tão clara como a luz do sol”, disse Garotinho.
“Portanto, em função do resultado manifestado nas urnas, não me resta outra decisão jurídica, a não ser desistir, de forma livre, expressa, consciente e irretratável, do recurso ordinário eleitoral interposto nos autos do referido processo que tramita no TSE, deixando para o povo do nosso Estado arcar com a consequência das suas escolhas”, destacou o candidato.
Para Garotinho, Ruas e Paes não estão aptos para comandar o Rio de Janeiro. “Os candidatos que vão participar do segundo turno, são chefes de máquinas poderosas de crime e corrupção, que tem cúmplices nos altos escalões”, disse o candidato.
Garotinho afirmou ainda que há anos denuncia as instituições do estado do Rio, que foram “capturadas pelo crime e a corrupção”. “A votação de hoje representou a consagração dos corruptos, grande parte reeleita para a ALERJ e a câmara federal”, finalizou.
MPE é favorável
A Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE), nesta terça-feira (6), recomendou que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aceite a desistência apresentada por Anthony Garotinho (Republicanos) no recurso contra o indeferimento de sua candidatura ao governo do Rio de Janeiro.
Caso o TSE não aceite a desistência, o Ministério Público Eleitoral (MPE) ainda pede que o recurso de Garotinho seja rejeitado. Dessa forma, sua candidatura seria indeferida de qualquer forma.
O regimento do TSE atesta a inviabilidade de uma desistência de um recurso depois do fim de um pleito. Mesmo assim, o vice-procurador-geral Eleitoral, Alexandre Espinosa, afirmou que, se a Corte não aceitar a desistência, o resultado do julgamento seria igual. Portanto, é possível abrir essa exceção para agilizar o processo.
*Com informações do Estadão Conteúdo
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