‘Fim do sonho dos aposentados roubados’, diz Viana sobre fim da CPMI
O senador Carlos Viana (Podemos-MG) disse nesta quinta-feira (26) que o fim da CPMI do INSS foi “o fim do sonho dos aposentados brasileiros que foram roubados” de ver uma investigação que chegasse a todas as áreas do poder.
O Supremo Tribunal Federal (STF) votou nesta quarta-feira (26) contra a prorrogação da CPMI do INSS, por 8 a 2. Os ministros André Mendonça e Luiz Fux votaram a favor da liminar que determina o adiamento da comissão. Já os magistrados Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Kassio Nunes Marques, Dias Toffoli, Carmem Lúcia, Gilmar Mendes e o presidente da Corte, Edson Fachin, votaram juntos em divergência a Mendonça e Fux e formaram a maioria.
O senador declarou em conversa com jornalistas que a CPMI lutou até o último momento, e que mostrou “ao Brasil todas as quadrilhas, quem roubou, como roubou, da maneira como eles usaram o dinheiro”. Também disse que espera que as pessoas mencionadas sejam indiciadas, principalmente os 14 que estão presos.
Viana também confirmou que o relatório será lido na sexta-feira (27) e que espera que o texto seja votado no mesmo dia. O senador afirmou que o documento pode ser votado no sábado e rechaçou a ideia de um relatório paralelo.
“Não há mais tempo para isso. Ou nós votamos o relatório que está sendo apresentado pelo Alfredo Gaspar, ou não votamos”, disse.
Viana também afirmou que concorda com o ministro Gilmar Mendes, do STF, em relação à votação de uma nova lei para as CPMIs, para que não se dependa de habeas corpus do STF para que pessoas sejam investigadas.
“Está na hora de o parlamento usar o exemplo desta CPMI como um momento em que nós reequilibremos os poderes”, concluiu.
O senador terminou as declarações dizendo que espera que seja instaurada uma outra CPMI, que investigue o caso Master. “Espero, com sinceridade, que o senhor Valcaro faça uma delação completa, que nos traga todos os personagens envolvidos nesse rombo bilionário, de servidores públicos a políticos, para que o Brasil possa ter respostas”, terminou.
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