PSD tenta convencer Zema a desistir da Presidência e apoiar Caiado, dizem aliados
Integrantes do PSD articulam para tentar convencer o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), a desistir da candidatura à Presidência da República e apoiar o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), na disputa pelo Palácio do Planalto. A informação foi confirmada à Jovem Pan por ao menos cinco integrantes do PSD e do Novo. A alta cúpula pessedista nega.
Segundo interlocutores, nomes do PSD chegaram a procurar integrantes do Novo para negociar uma eventual desistência de Zema. Aliados do governador mineiro também estariam envolvidos nas conversas para tentar convencê-lo a mudar os planos eleitorais.
A proposta em discussão prevê que Zema apoie Caiado na disputa presidencial e concorra ao Senado por Minas Gerais. A avaliação de integrantes dos dois partidos é que o governador estaria desanimado com o desempenho nas pesquisas de intenção de voto.
No levantamento Datafolha divulgado na sexta-feira (21), Zema aparece em quinto lugar na disputa presidencial, com 3% das intenções de voto. Apesar do fim do prazo de registro das candidaturas, os partidos têm até o dia 13 de setembro para alterar o cargo em que o candidato disputará.
Para integrantes do PSD, uma candidatura de Zema ao Senado teria mais chances de vitória e poderia fortalecer simultaneamente as candidaturas de Caiado e Mateus Simões (PSD), candidato ao governo de Minas Gerais e ex-vice de Zema. Simões aparece com 4% das intenções de voto na disputa pelo governo mineiro, em quarto lugar, segundo o mesmo cenário. A corrida é liderada pelo senador Cleitinho (Republicanos).
A Jovem Pan conversou com um integrante da campanha de Caiado, que negou a existência de uma negociação para convencer Zema a desistir da disputa presidencial. A posição contraria, porém, relatos de integrantes do próprio PSD sobre as articulações.
Aliados de Zema também negam qualquer possibilidade de desistência. Segundo um integrante da campanha do governador, sob reserva, a chance de Zema abandonar a candidatura é “zero”.
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