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Política

Renan Santos diz que não esperava recuo de Toffoli: ‘Ele saiu minúsculo disso’

Para o candidato, o ministro voltou atrás porque a sociedade brasileira reagiu
Renan Santos participa de carreata e adesivaço em São Paulo
SP - ELEIÇÕES 2026/PRESIDÊNCIA/RENAN SANTOS/SP - POLÍTICA - O candidato a presidência da República pelo Missão, Renan Santos, faz campanha na Praça Charles Muller, no bairro do Pacaembu, na zona oeste da cidade de São Paulo, neste sábado, 29 de agosto de 2026. THEO DAOLIO/MODUSFOCUS/ESTADÃO CONTEÚDO

O candidato à Presidência, Renan Santos (Missão), comentou nesta terça-feira (01) o recuo do minsitro do Supremo Tribunal Federal (TSE), Dias Toffoli, sobre a proibição da sua campanha. O criador do partido MBL disse que não espera a reversão da decisão nesta terça e associou o ocorrido ao vazamento das informações da ligação do ministro do STF, Alexandre de Moraes, com o ex-banqueiro preso, Daniel Vorcaro.

“Não esperava que viesse essa decisão e não esperava que fosse hoje. Diante de uma guerra nuclear no Supremo com Moraes, ele quis sair de foco. Tenho certeza que foi humilhante para Dias Toffoli essa decisão e que ele não queria isso. Toffoli saiu minúsculo disso”, disse o candidato.

Para Renan Santos, o ministro voltou atrás porque a sociedade brasileira reagiu. “Meus rivais reagiram, outros ministro ficaram envergonhados. Ele voltou atrás porque não conseguiu sustentar”, disse o candidato, que acredita que a decisão esteja associada com o vazamento das mensagem entee Vorcaro e Moraes.

Críticas ao STF

As declarações de Renan Santos foram dadas em um ato na noite desta terça-feira no MASP, na Avenida Paulista, em que ele fez críticas aos ministros do STF.

“Vorcaro é parte do mesmo crime organizado que o Moraes e Dias Toffoli. Não vai ser possível derrotar nem o PCC e nem o Comando Vermelho sem tirar os ministros do ST que são amigos da impunidade e defendsores do crime”, disse Renan.

Ato foi marcado por gritos de “fora Toffoli”.

Recuo de Toffoli

Toffoli restabeleceu nesta terça a campanha de Renan Santos (Missão). A decisão também restabelece Aroldo Medina, candidato a vice. O ministro havia suspenso a campanha do candidato do Missão à Presidência por não ter informado dados de suas redes sociais a tempo.

Segundo o ministro, as medidas foram tomadas de forma cautelar e teriam atingido parcialmente sua finalidade. Toffoli autorizou a propaganda digital exclusivamente nos perfis e endereços eletrônicos que já estavam devidamente regularizados no sistema DIVULGACANDCONTAS, sob pena de multa de R$ 10 mil por hora e por perfil.

Entenda a suspensão

O ministro Dias Toffoli suspendeu as campanhas de Renan Santos e Aroldo Medina. A decisão tomada no domingo (30) e publicada nesta segunda-feira (31) suspendeu atos de campanha na internetrepasses de recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e a participação do candidato em debates.

Em contato com a Jovem Pan, o candidato do Missão reagiu à decisão e disse ser “um absurdo”.

A medida de domingo aconteceu no dia seguinte ao magistrado retirar de pauta do processo de registro de candidatura do candidato do Missão.

“Em petições apresentadas em 19/8/2026, os candidatos componentes da chapa, Renan Antônio Ferreira dos Santos e Aroldo Medina (vice do candidato do Missão) informaram o total de 18 perfis em redes sociais, como complementação às informações do registro, enviado à Justiça Eleitoral em 7/8/2026”, diz um trecho da decisão de sábado de Toffoli.

O ministro explicou que a suspensão da candidatura de Renan aconteceu por falta de registro de endereços de sitesblogsredes sociais e aplicativos de mensagens usados na campanha. A lei apontada por Toffoli também prevê que perfis já existentes sejam informados no momento do registro e que novas contas sejam comunicadas em até 24 horas após a criação.

A decisão afirmou que os perfis informados pela candidatura de Renan depois do registro só poderiam ser utilizados na campanha após 48 horas do registro dessas informações. Para o ministro, a comunicação prévia é necessária para permitir a fiscalização da propaganda eleitoral e a atuação das plataformas sobre os sistemas de recomendação de conteúdo.

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