‘Se não aprovarmos 6×1, Lula ganha as eleições’, diz Valdemar Costa Neto
O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, disse em entrevista ao programa “Os Pingos Nos Is” da Jovem Pan nesta segunda-feira (25) que, caso não aprovem o fim da escala 6×1, que tem a maioria dos parlamentares da sigla a favor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pode ganhar a eleição presidencial. “Se nós não aprovarmos 6×1 o Lula ganha a eleição e ano que vem faz 4×1. Nós temos que chegar ao poder e votar nas propostas que tem a maioria da população a favor, a maioria dos nossos deputados pensam desta maneira”, pontuou.
Segundo Valdemar, o PL tentará apresentar uma proposta ao empregador para que seja possível “contornar” a situação. “Nós vamos fazer uma proposta para o empregador poder negociar com os empregados. Caso o empregador tenha prejuízo é tentar cobrar dele menos impostos, nós vamos tentar de tudo, mas se não conseguirmos isso nós vamos votar com a 6×1 e tocar o país”, afirmou.
Ele acrescentou ainda que tudo ficará mais claro quando Flávio assumir o governo. “Quando assumirmos o governo tenho certeza que a gente coloca tudo isso a limpo. Nós também não podemos prejudicar essa gente que tem essa esperança. Vamos ver se chegamos a um entendimento de dar condições para o camarada trabalhar cinco dias por semana”, finalizou o presidente do PL.
Redução da jornada de trabalho
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que a redução da jornada de trabalho ocorrerá em no máximo um ano. Durante pronunciamento nesta segunda-feira (25), Motta afirmou que, após a PEC ser aprovada na Câmara e no Senado e ser promulgada, a jornada semanal será reduzida em duas horas em 60 dias.
Então, primeiro, a jornada de trabalho seria reduzida para 42 horas semanais no máximo. Depois, o parlamentar afirmou que, em 12 meses, seriam reduzidas mais 2 horas, chegando às 40 horas semanais, que o presidente da Câmara afirmou ser inegociável. “Isso estará no texto do relator”, disse. O responsável pela proposta é Léo Prates (Republicanos-BA).
Além desse ponto, Motta afirmou que existem mais dois que são inegociáveis: a garantia de dois dias de folga (fim da escala 6×1) e a não redução salarial. Além disso, será discutido um projeto para que os microempreendedores individuais (MEIs) possam contratar mais pessoas por meio de CLT.
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