Valéria Monteiro desiste de candidatura à presidência e critica o ‘partideco’ PMN
Valéria Monteiro, candidata à presidência da República pelo PMN (Partido da Mobilização Nacional), desistiu da corrida eleitoral. Ela também pediu formalmente a desfiliação do partido no qual afirma ser o “o momento de maior orgulho da relação com o partideco”. Recentemente, por meio das propagandas eleitorais, o PMN decidiu apoiar a candidatura de Marina Silva, da Rede.
Em vídeo publicado em suas redes sociais, Valéria diz que as eleições desse ano “serão fraudes” e que o principal problema do pleito é ” um sistema eleitoral corrompido desde o inicio”, além de chamar o pleito de um “ciclo vicioso de interesses mútuos”.
Assista ao vídeo:
A jornalista havia protocolado seu registro de candidatura junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sem o aval do partido, que decidiu, na convenção nacional em julho deste ano, que não haveria candidato à presidência pelo PMN. No evento, Valéria foi retirada à força pelos seguranças. Ela estava esperando a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de anular a convenção nacional para começar de fato a sua campanha politica. Além deste processo, a ex-candidata também lutava na justiça pelos seus míseros 8 segundos na propaganda eleitoral obrigatória. Ela não pode participar dos debates televisivos, pois seu partido não tem representação no congresso.
“Meus recursos não foram julgados. Não há mais tempo para construir uma candidatura como a minha a esta altura”, disse Valéria à Jovem Pan. “A justiça mostra mais uma vez sua seletividade, não julgou meus recursos, enquanto se omitiu de cumprir sua ação reguladora, permitindo o desequilíbrio de força do nosso fraudulento sistema partidário. Desta vez, serviu de aprendizado”.
Ela também decidiu não apoiar qualquer candidato à presidência este ano e agradeceu por todos aqueles que a apoiaram. “O nosso trabalho continua. eu amo vocês, eu amo o Brasil. A caravana da coragem seguirá adiante por uma nação democrática de verdade”, encerrou a ex-candidata.
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