Presidente da COP25, ministra chilena diz não estar satisfeita com resultado
A presidente da 25ª edição da Cúpula do Clima da ONU e ministra do Meio Ambiente do Chile, Carolina Schmidt, disse neste domingo (15) que não ficou satisfeito com o resultado das duas semanas de negociações em Madri, na Espanha.
Em discurso no encerramento da cúpula, a mais longa da história devido aos impasses que impediam a aprovação de um texto final, Schmidt pediu que os representantes dos quase 200 países presentes no evento sejam capazes de dar uma resposta mais sólida, urgente e ambiciosa à crise climática.
“Não estamos satisfeitos. Queríamos fechar a questão do artigo 6 (do Acordo de Paris) para implementar um mercado de carbono robusto com integridade ambiental, focado em gerar recursos para uma transição ao desenvolvimento sustentável”, destacou.
“É triste não termos chegado a um acordo final, estivemos tão perto. No entanto, há um avanço concreto que nos faz olhar com esperança de que este mecanismo está mais próximo”, completou.
A regulação do mercado de carbono foi um dos principais temas discutidos durante a COP25. Por falta de acordo, os países decidiram deixar a negociação para a próxima edição do evento, que será realizada no próximo ano em Glasgow, na Escócia.
Apesar disso, Schmidt disse que a COP25 deixa como legado um texto ambicioso, ambientalmente sólido, que permite gerar bases para um mercado de carbono sem dupla contabilidade, uma das questões que bloqueou a inclusão do tema no texto aprovado em Madri.
“Tudo isso claramente não é suficiente. O mundo está nos olhando e os acordos firmados não são suficientes para abordar a crise climática com sentido de urgência. (…) Ainda não há consenso para levar a ambição ao nível que precisamos”, afirmou Schmidt.
O Chile desistiu de sediar a COP25 devido aos protestos contra o governo de Sebastián Piñera. O evento foi organizado pela Espanha, mas os chilenos mantiveram a presidência da cúpula.
* Com informações do Estadão Conteúdo
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