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Política

Conheça Gustavo Gayer, apoiador de Bolsonaro, que busca vaga no Senado por Goiás

Eleito deputado federal em 2022, ganhou projeção em razão do seu suporte ao ex-presidente e por defender pautas conservadoras

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Gustavo Gayer
Gayer disputou dois cargos políticos desde 2020 Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

O deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) lançou-se candidato ao Senado por Goiás. O parlamentar ganhou projeção nacional a partir de 2020 com o seu apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro e por defender pautas conservadoras.

Gayer nasceu em 13 de abril de 1981, em Goiânia. É herdeiro político em Goiás.

Sua mãe, Maria da Conceição Gayer (1949–2006), foi secretária-geral do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) goiano, fundou o braço estadual do Partido Democrata Cristão (PDC), extinto em 1993, vereadora de Goiânia e deputada estadual. Seu bisavô Plínio Gayer (1898–1953) foi vereador e prefeito de Caiapônia, cidade a cerca de 318 km da capital goiana, e deputado federal.

O parlamentar é casado com Ethienne. O casal tem dois filhos: Gabriel e Maria Fernanda.

Trajetória política

Gayer lançou-se à disputa de cargo político pela primeira vez em 2020. Disputou a prefeitura de Goiânia pelo Democracia Cristã (DC). Inicialmente, a Justiça Eleitoral indeferiu a candidatura por não ter sido apresentada certidão criminal. O parlamentar terminou a disputa em quarto lugar.

Em 2022, Gayer disputou assento na Câmara dos Deputados por Goiás. Foi o segundo mais votado no estado. Recebeu 200.586 votos, equivalente a 5,82%.

Pandemia

Por meio de seu canal no YouTube, Gayer ganhou visibilidade por se opor às medidas de isolamento implementadas durante a pandemia de covid-19 e por questionar as vacinas. Em maio de 2020, compartilhou em suas redes sociais que uma manifestação de enfermeiros em Brasília era falsa. O ato reuniu profissionais da saúde na Esplanada dos Ministérios para homenagear colegas que morreram nos primeiros meses da pandemia.

O Google apresentou, em 2021, à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid um relatório sobre perfis que mais lucraram com a divulgação de informações falsas durante a pandemia. De acordo com o documento, o canal de Gayer foi o segundo mais lucrativo, com recebimento de cerca de US$ 7,95 mil (equivalente a R$ 40,71 mil) em 56 vídeos. A informação foi noticiada à época pelo jornal O Globo.

Denúncias

Gayer foi denunciado pelo Ministério Público em 2015 por provocar acidente de trânsito ao dirigir alcoolizado. Antes, em 2000, o deputado envolveu-se em um acidente que deixou duas pessoas mortas.

Em outubro de 2022, Gayer foi condenado pela Justiça de Goiás a publicar vídeo de retratação por informações falsas sobre medidas adotadas pela prefeitura de Goiânia durante a pandemia.

No ano seguinte, o parlamentar foi condenado a pagar R$ 80 mil por assédio eleitoral contra funcionários de uma empresa de Goiânia. A defesa do parlamentar afirmou que ele não teve intenção de aliciar os trabalhadores, mas de debater sobre o cenário político do país.

Também em 2023, a Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou Gayer por racismo contra o ex-ministro Silvio Almeida e injúria contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Durante participação em um podcast, o deputado chamou o chefe do Executivo de “bandido” e, conforme o órgão, teria vinculado o ex-titular da pasta dos Direitos Humanos a uma “suposta inferioridade do quociente de inteligência dos povos africanos e afrodescendentes”.

O Supremo Tribunal Federal (STF) tornou Gayer réu em abril por injúria contra Lula. A PGR denunciou o parlamentar por imagem publicada nas redes sociais, na qual associou o chefe do Executivo ao grupo terrorista Hamas e ao nazismo. Em junho, o deputado foi condenado a pagar R$ 20 mil ao Partido dos Trabalhadores (PT) por atribuir à legenda a responsabilidade pelo atentado a faca contra Bolsonaro, na campanha presidencial de 2018.

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