Instituto Butantan interrompe produção da CoronaVac por falta de demanda
O Instituto Butantan interrompeu a fabricação da Coronavac devido à falta de demanda pelo imunizante contra a Covid-19. A última produção foi finalizada em outubro de 2021 e entregue ao Ministério da Saúde em fevereiro deste ano; desde então, não foram feitos mais pedidos pela vacina, consequentemente, a fabricação não foi retomada. No total, o Butantan, que é do governo de São Paulo, entregou 110 milhões de doses da Coronavac ao Programa Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19. Com tecnologia desenvolvida na China, foi a primeira vacina a ser aprovada no país para uso emergencial, em janeiro de 2021. Contudo, com a chegada de outros imunizantes (AstraZeneca, Pfizer e Janssen) que contam com registro definitivo na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a Coronavac perdeu espaço. O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, decretou o fim da emergência sanitária em abril de 2022 e, com a medida, apenas imunizantes com registro definitivo podem ser aplicadas em adultos, o que restringe o uso da Coronavac à faixa etária entre cinco e 17 anos.
Em posicionamento enviado à Jovem Pan, o instituto esclarece que a produção é feita sob demanda, e que pretende realizar o pedido de registro definitivo na Anvisa. “Todos os imunobiológicos fabricados pelo Instituto são produzidos por encomenda. As 110 milhões de doses da CoronaVac entregues ao Ministério da Saúde entre 2021 e 2022 foram fabricadas porque houve compra do governo federal dessa quantia. O Butantan já enviou ofícios ao Ministério da Saúde oferecendo a vacina, mas o governo optou por não fazer novas aquisições. Havendo interesse, o Instituto pode reiniciar a produção da vacina imediatamente. O Butantan continua trabalhando ativamente para a obtenção do registro definitivo da CoronaVac, que deve ser solicitado na primeira quinzena de julho. Quanto à autorização para utilização da CoronaVac como dose de reforço, o Butantan vai responder às exigências da Anvisa sobre o assunto também nos próximos dias”, informou o órgão.
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