Ministério nega acusações de índios contra Damares: ‘Lulu não foi arrancada dos braços dos familiares’
O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos divulgou um comunicado na tarde desta quinta-feira (31) negando as acusações feitas por índios da aldeia Kamayurá contra Damares Alves. De acordo com os depoimentos, repercutidos em reportagem da revista Época, a “filha adotiva” da ministra teria sido retirada irregularmente da tribo em que nasceu.
Segundo a nota, a menina, Lulu Kamayurá, “não foi arrancada dos braços dos familiares” e nem “alienada de sua cultura”. O texto afirma ainda que, como não se trata de um processo de adoção, e sim um “vínculo socioafetivo”, os requisitos citados pela revista não se aplicam.
“A ministra não estava presente no processo de saída de Lulu da aldeia. As duas se conheceram em Brasília”, diz o comunicado. “Lulu não foi arrancada dos braços dos familiares. Ela saiu com total anuência de todos e acompanhada de tios, primos e irmãos para tratamento ortodôntico, de processo de desnutrição e desidratação. Também veio a Brasília estudar”, completa.
Confira aqui a íntegra da nota do Ministério:
Nota pública sobre repercussões relacionadas à matéria da revista Época
Sobre as repercussões relacionadas à matéria da revista Época no processo de adoção de Lulu Kamayurá, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos esclarece os seguintes pontos:
1. A ministra Damares Alves não estava presente no processo de saída de Lulu da aldeia. As duas se conheceram em Brasília.
2. Lulu não foi arrancada dos braços dos familiares. Ela saiu com total anuência de todos e acompanhada de tios, primos e irmãos para tratamento ortodôntico, de processo de desnutrição e desidratação. Também veio a Brasília estudar.
3. Damares é uma cuidadora de Lulu e a considera uma filha. Como não se trata de um processo de adoção, e sim um vínculo socioafetivo, os requisitos citados pela reportagem não se aplicam. Ela nunca deixou de conviver com os parentes, que ainda moram em Brasília.
4. Lulu não foi alienada de sua cultura e passou por rituais de passagem de sua tribo.
5. Lulu não é pessoa pública. É maior de idade. Não foi sequestrada. Saiu da aldeia com familiares, foi e é cuidada por Damares com anuência destes. Nenhum suposto interesse público no caso deveria ser motivo para a violação do direito a uma vida privada, sem tamanha exposição.
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