Polícia apreende computador da portaria do condomínio Vivendas da Barra
Na manhã desta quinta-feira (7), a Polícia Civil apreendeu um computador na administração do condomínio Vivendas da Barra, onde mora Ronnie Lessa, um dos acusados pela morte da vereadora Marielle Franco. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, o objetivo é periciar o sistema de gravação do interfone do local.
A polícia vai analisar as vozes dos porteiros que trabalharam naquele dia, os áudios gravados pelo sistema de comunicação da portaria com as residências e tentar identificar todas as pessoas que chegaram à portaria do condomínio no dia 14 de março de 2018, data do assassinato de Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. A polícia também quer saber quem deixou Élcio Queiroz, suposto motorista do carro usado na data do assassinato, entrar no condomínio.
Os peritos vão conferir, ainda, se houve alguma alteração no sistema de gravação. De acordo com a Folha, os agentes da Divisão de Homicídios e do ICCE (Instituto de Criminalística Carlos Éboli) ficaram cerca de duas horas no condomínio.
Uma reportagem do Jornal Nacional divulgou na última semana que um dos porteiros do Vivendas da Barra teria dito à polícia que horas antes do homicídio de Marielle e Anderson que Élcio entrou no condomínio e pediu para ir à casa 58, onde o presidente Jair Bolsonaro tem uma casa.
No entanto, no dia seguinte, a procuradora do Ministério Público Simone Sibilio, chefe do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), afirmou que o porteiro mentiu no depoimento, e que Élcio teria ido para a casa de Ronnie Lessa, também acusado de matar Marielle.
A declaração ocorreu depois que o filho do presidente Carlos Bolsonaro (PSC) publicou em suas redes sociais uma relação de áudios, em que apontou que a chamada citada pelo porteiro foi feita às 17h13 para a casa 65, de Ronnie Lessa, e não a 58, de Jair Bolsonaro.
No último sábado (2), Bolsonaro revelou que pegou a gravação da portaria do condomínio para que o material não fosse adulterado.
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