STF inicia julgamento de resolução de Bolsonaro que quer zerar imposto para armas importadas
O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou nesta sexta, 5, julgamento sobre resolução do governo Jair Bolsonaro que busca zerar a alíquota sobre importação de revólveres e pistolas. A medida foi publicada em dezembro pelo Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex), mas foi suspensa por liminar do ministro Edson Fachin. A decisão foi tomada em uma ação movida pelo PSB. O julgamento está sendo realizado pelo plenário virtual do Supremo, plataforma virtual onde os ministros depositam seus votos ao longo da semana. O prazo se encerra na próxima sexta, 12, e até o momento somente Fachin, que é o relator, publicou seu voto.
Segundo o ministro, a medida anunciada pelo governo tem o potencial de contradizer o direito à vida e o direito à segurança. Em dezembro, ao fixar a liminar suspendendo a resolução, o ministro destacou que não há um ‘direito irrestrito ao acesso às armas’, e que cabe ao Estado garantir a segurança da população, e não o cidadão individual. “O direito de comprar uma arma, caso eventualmente o Estado opte por concedê-lo, somente alcança hipóteses excepcionais, naturalmente limitadas pelas obrigações que o Estado tem de proteger a vida”, apontou. “Incumbe ao Estado diminuir a necessidade de se ter armas de fogo por meio de políticas de segurança pública que sejam promovidas por policiais comprometidos e treinados para proteger a vida e o Estado de Direito. A segurança pública é direito do cidadão e dever do Estado”.
[jp-related-posts ids=”1044537,1044482,1044100″]
Outro ponto levantado por Fachin é que a medida poderia reduzir a competitividade do mercado bélico nacional, visto que armas estrangeiras se tornariam mais baratas e atrativas a consumidores brasileiros, caso o ‘imposto zero’ do governo entre em vigor. A resolução publicada pelo governo Bolsonaro integra o rol de medidas que buscam flexibilizar o acesso às armas no País, uma das bandeiras do presidente. No mês passado, Bolsonaro afirmou que prepara três decretos para facilitar o acesso a armas de fogo a grupos de Colecionadores, Atiradores e Caçadores (CACs). “Nós batemos recorde o ano passado, em relação a 2019. Mais de 90% na venda de armas. Está pouco ainda, tem que aumentar mais. O cidadão de bem, há muito tempo, foi desarmado”, disse.
* Com informações do Estadão Conteúdo
Assuntos
continue lendo
Política
Defesa de Oswaldo Eustáquio pede anulação de processo no STF e acareação com Mauro Cid
Advogado alega que blogueiro ficou sem defesa técnica desde 2025, contesta denúncia por associação criminosa e nega encontro com Jair Bolsonaro no Palácio da Alvorada
- Homem morre após cair de cadeira suspensa durante limpeza de prédio no centro de SP Jovem Pan · há 4 horas
- Sistema da Cantareira recupera volume, mas segue em risco de escassez em SP Estadão Conteúdo · há 9 horas
- Tragédia em Congonhas: acidente com Fokker 100 que matou 99 pessoas completa 30 anos; relembre Jovem Pan* · há 11 horas
- Feriado de Finados terá chuva em boa parte do Brasil e calor de até 40°C; confira Jovem Pan · há 14 horas