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Petróleo sobe 4% com tensão no Mar Vermelho e em Ormuz

Alan Ghani afirma que escalada geopolítica pressiona a cotação da commodity e pode aumentar a inflação e dificultar a queda dos juros

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Petróleo
Petróleo Divulgação / ABAR

O preço do petróleo registrou alta de cerca de 4% nesta segunda-feira (12), em meio ao agravamento das tensões geopolíticas no Oriente Médio. Em análise à Jovem Pan, o economista Alan Ghani afirmou que a instabilidade no Estreito de Ormuz e a ampliação dos riscos no Mar Vermelho voltaram a pressionar as cotações internacionais da commodity.

Segundo Ghani, o mercado reagiu a episódios envolvendo os houthis no Mar Vermelho, região estratégica para a circulação de navios e o transporte de petróleo. A preocupação, destacou, não está restrita ao Estreito de Ormuz, outra rota de grande importância para o abastecimento energético mundial.

“Para variar, o petróleo subiu com a escalada geopolítica”, afirmou o analista durante participação no Jornal da Manhã.

Cotação acima de US$ 100

Ghani acompanhou as oscilações do petróleo ao longo da madrugada e da manhã. De acordo com os valores apresentados por ele, o barril negociava na faixa de US$ 104, depois de alternar momentos de avanço e recuo. O economista relacionou a valorização ao aumento da percepção de risco sobre as principais rotas de comércio e energia.

O comportamento dos preços acompanha as preocupações de investidores com eventuais efeitos dos conflitos sobre o transporte internacional. A avaliação apresentada foi de que a instabilidade em diferentes pontos da região amplia a pressão sobre o mercado da commodity.

Impacto na inflação e nos juros

Para Ghani, a alta do petróleo não se restringe ao setor de energia. A manutenção das cotações em níveis elevados tende a pressionar os preços de produtos e serviços, com possíveis reflexos sobre a inflação internacional.

O economista avaliou que uma inflação mais persistente também pode dificultar o trabalho dos bancos centrais e manter os juros pressionados nos países desenvolvidos. “Isso significa as consequências que a gente já conhece: mais inflação no mundo e taxas de juros mais pressionadas”, disse.

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