Maradona, Kobe Bryant e Paolo Rossi: relembre as personalidades do esporte que morreram em 2020

O jornalista esportivo e músico Rodrigo Rodrigues, o empresário Walter Torre e o ex-técnico da seleção brasileira feminina Vadão também estão entre as perdas deste ano

  • Por Jovem Pan
  • 31/12/2020 13h31
Site Oficial de Diego Maradona / ReproduçãoO argentino Diego Maradona, uma lenda do futebol, morreu aos 60 anos

Dois mil e vente foi um ano grandes perdas. A pandemia da Covid-19 ceifou milhares de vidas no mundo inteiro e mudou a rotina das pessoas, economia e vida social em geral. Como o esporte reflete a sociedade, também foi um ano de luto para futebol, basquete e outras modalidades. Não só o vírus foi o responsável pela morte de personalidades da área, mas também acidentes trágicos e complicações de outras doenças. Kobe Bryant, astro do basquete norte-americano e ídolo do Los Angeles Lakers, foi a primeira grande perda, ainda em janeiro, após sofrer um acidente de helicóptero com sua filha Gigi. O argentino Maradona e o italiano Paolo Rossi, dois grandes ídolos do futebol —ambos campeões mundiais por suas seleções — deixaram o mundo comovido. Confira abaixo algumas perdas do esporte neste 2020 tão complicado:

Kobe Bryant (basquete)
O astro do Los Angeles Lakers morreu em um acidente de helicóptero no estado norte-americano da Califórnia no dia 26 de janeiro. A tragédia tirou a vida de outras oito pessoas, entre elas Gianna Maria, a Gigi, de 13 anos, uma das quatro filhas de Kobe. Um dos maiores jogadores da história do basquete, Kobe havia se aposentado em 2016. Torcedor do Lakers, ele defendeu a equipe de Los Angeles durante toda carreira e conquistou cinco títulos da NBA (2000, 2001, 2002, 2009 e 2010). Também ganhou dois prêmios de melhor jogador das finais (2009 e 2010) e um de melhor da liga (2008). Pela seleção de basquete dos EUA, foi medalha de ouro nas Olimpíadas de 2008 e 2012. Bryant tinha 41 anos quando morreu. Ele completaria 42 em 23 de agosto.

Valdir Espinosa (futebol)
Valdir Atahualpa Ramires Espinosa foi treinador e fez história no Grêmio, onde conquistou a Taça Libertadores e o Mundial de Clubes, ambos em 1983. Ele também ficou marcado por ter tirado o Botafogo de uma fila de 21 anos sem título no Campeonato Carioca de 1989. Seu último trabalho foi justamente no clube carioca, como gerente de futebol. Espinosa faleceu no dia 27 de fevereiro devido a complicações causadas por uma cirurgia no abdômen. A família revelou, após a morte, que o gaúcho de Porto Alegre lutava contra um câncer no intestino.

Zoca (futebol)
A família Nascimento tem um grande nome do futebol: Edson Arantes, mas houve outro membro que também deixou sua marca: Jair Arantes, conhecido como Zoca. O irmão de Pelé faleceu no dia 26 de março, aos 77 anos, depois de anos lutando contra um câncer na próstata. Ele estava internado no hospital Casa de Saúde de Santos, no litoral paulista. Zoca também jogou no Santos dos anos 60, mas não teve tanto destaque como o irmão.

Jorge Luiz Domingos (futebol)
Conhecido como Jorginho no Flamengo, clube onde trabalhou por 40 anos, o massagista morreu por Covid-19 em 4 de maio de 2020, aos 68 anos. Jorge Luiz Domingos também prestou serviços para a CBF. Em 2002, ele integrou a comissão técnica que se sagrou campeã mundial na Copa do Mundo do Japão/Coreia do Sul.

Amauri (futebol)
Amauri da Silva, mas conhecido Amauri, foi um ponta-direita veloz e que fez sucesso durante os anos 1960 e 1970. Com passagens por Flamengo, Guarani, o Santos de Pelé e o XV de Piracicaba, o ex-jogador morreu em 20 de maio de 2020, deixando três filhos e dois netos. Sua passagem pelo rubro-negro carioca foi o que deu maior destaque à carreira de Amauri. Ele jogou no Fla entre 1964 e 65, participou de 61 jogos e marcou 15 gols.

Vadão (futebol)
Oswaldo Fumeiro Alvarez, conhecido como Vadão, foi treinador de futebol e trabalhou com a seleção brasileira feminina na Copa do Mundo de 2019, na França. Vadão morreu no dia 25 de maio, vítima de um câncer no fígado, aos 63 anos. Com uma atuação discreta como jogador, ele ficou mais conhecido por treinar equipes paulistas no masculino, como o São Paulo (quando lançou Kaká ao time profissional), Guarani e Ponte Preta. No futebol feminino, fez história ganhando a Copa América 2014, o Torneio Internacional de Futebol Feminino 2014, o Campeonato Internacional de Futebol Feminino de 2015 e os Jogos Pan-Americano de 2015, além de um quarto lugar nas Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016.

Rodrigo Rodrigues (jornalismo esportivo)
O jornalista do Grupo Globo foi mais uma das 180 mil vítimas da Covid-19 no Brasil. Ele tinha 45 anos, era carioca, torcedor do Flamengo e grande fã de Zico. Na Globo, Rodrigues apresentou a edição paulista do “Globo Esporte” e o programa “Troca de Passes”, do canal SporTV. Ele também trabalhou com jornalismo esportivo na ESPN Brasil e no Esporte Interativo. Outra paixão de Rodrigo Rodrigues era a música. Ele tinha uma banda, chamada Soundtrackers, e escreveu um livro sobre o grupo musical Blitz. Morreu em 28 de julho, aos 45 anos.

Ana Paula Scheffer (ginástica ritmica)
Ana Paula Scheffer fez sua carreira na seleção brasileira de ginástica rítmica. Natural de Toledo, no Paraná, Ana representou o Brasil em muitas competições, como o Pan-Americano de 2005 e de 2007, além dos Jogos Sul Americanos de 2006 e de 2010. Ela conquistou seis medalhas, sendo uma de ouro, quatro de prata e uma de bronze. A ginasta foi encontrada morta em casa no dia 16 de outubro, aos 31 anos. De acordo com a família, Ana sofreu um infarto fulminante.

Carlos Amadeu (futebol)
Ex-treinador da seleção brasileira sub-20 e sub-17, Carlos Amadeu, morreu no dia 15 de novembro após uma parada cardíaca. Aos 55 anos, ele estava treinando o time B do Al Hilal, da Arábia Saudita. Nascido em Salvador, Carlos teve passagens por Vitória e Bahia antes de ingressar na CBF em 2015.

Fernando Vanucci (jornalismo esportivo)
O radialista e apresentador, Fernando Vanucci, morreu no dia 24 de novembro, aos 69 anos. Famoso por sua cobertura em esportes, Vanucci trabalhou nas maiores emissoras do país: Globo, Bandeirantes, Record e Rede TV!. Apresentou por bastante tempo o “Globo Esporte” e o “Esporte Espetacular”, conquistando o carinho do público. Conhecido pelo seu bordão “Alô, você“, o jornalista participou da cobertura de seis Copas do Mundo e cinco Olimpíadas. Não foi revelado o motivo de sua morte, mas, desde o ano passado, quando sofrera um infarto, estava com a saúde bem debilitada.

 

Diego Maradona (futebol)
Diego Armando Maradona morreu no dia 26 de novembro após sofrer uma parada cardiorrespiratória em sua casa, onde se recuperava de uma cirurgia. Aos 60 anos, Maradona deixou uma legião de fãs pelo mundo. Seu velório foi acompanhado por uma multidão na Casa Rosada, sede do governo da Argentina. Vários atletas do mundo do futebol e de outros esportes prestaram condolências ao maior jogador da história da Argentina. Conhecido como El Pibe, o eterno camisa 10 conquistou a Copa do Mundo de 1986, foi campeão da Copa do Rei com o Barcelona, em 1983, venceu dois Campeonatos Italianos e uma Copa do UEFA no Napoli (transformando-se em uma divindade no clube italiano), além de ter acumulado prêmios individuais como Bola de Ouro da Copa do Mundo de 86, melhor jogador do século 20, Onze D’or e Guerin D’or.

 

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Alejandro Sabella (futebol)
A Argentina foi acometida pela morte de dois ídolos do futebol em pouco menos de um mês. Alejandro Sabella deu entrada no hospital no mesmo dia em que soube da morte de Maradona. O treinador sofria de uma grave doença cardíaca desde 2015, e a notícia da perda do amigo agravou o quadro. Sabella não resistiu e morreu no dia 8 de dezembro. Técnico da Albiceleste na Copa do Mundo de 2014, ele foi vice-campeão no torneio realizado no Brasil. Na beira do campo, também venceu a Libertadores de 2009 com o Estudiantes. Nos tempos de jogador, era meio-campista e fez história no Grêmio.

Paolo Rossi (futebol)
O italiano traumatizou muitos brasileiros na Copa do Mundo de 1982 ao marcar três vezes contra a seleção canarinho no jogo que eliminou a fantástica equipe de Zico, Falcão e Sócrates do Mundial. O destino quis que Paolo Rossi fosse o dono daquela edição: levantou o troféu, foi o melhor jogador e artilheiro da competição. Rossi ainda conquistou dois Campeonatos Italianos com a Juventus e uma Liga dos Campeões na temporada 1984/85. Reconhecido por sua entrega em campo, o atacante não resistiu a um câncer de pulmão que o vitimou em 9 de dezembro. Aos 64 anos, ele deixou a esposa e três filhos.

Walter Torre (empresário)
Dono da empresa WTorre, responsável pela construção do Allianz Parque, estádio do Palmeiras, Walter Torre morreu no dia 11 de dezembro após sofrer uma parada cardiorrespiratória em São Paulo. A frente da companhia desde 1981, Torre brigou algumas vezes com Paulo Nobre, ex-presidente do Palmeiras, sobre a gestão do estádio, mas os dois se entenderam antes da morte do empresário. Segundo o Verdão, Walter Torre “foi decisivo na viabilização da arena que se tornou um marco da cidade de São Paulo”.

Marcelo Veiga (futebol)
Técnico do São Bernardo FC, Marcelo Veiga morreu no dia 14 de dezembro, aos 56 anos, vítima da Covid-19. Um surto atingiu a equipe em que Marcelo trabalhava, e ele foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no início do mês. Nascido em São Paulo, o treinador é ídolo do Bragantino, equipe pela qual fez 500 jogos e conquistou o título da Série C do Campeonato Brasileiro, em 2017.

Orlando Duarte (jornalismo esportivo)
Um dos maiores cronistas esportivos e ex-integrante do Grupo Jovem Pan, Orlando Duarte morreu, aos 88 anos, no dia 15 de dezembro devido a complicações causadas pela Covid-19. Nascido em Rancharia (SP), o jornalista passou por vários veículos de informação do país como o jornal “O Tempo”, a TV Gazeta, TV Cultura, SBT, Bandeirantes, Globo e Record. Cobriu 14 Copas do Mundo e 10 Jogos Olímpicos ao longo de sua carreira. “Morreu nosso irmão , grande amigo e companheiro Orlando Duarte. Nos ensinou muito”, lamentou o narrador da Jovem Pan Nilson Cesar. Duarte deixa quatro filhos e seis netos.