A caminho da Lua, astronautas usam Iphone, GoPro e Nikon para fotografar Terra em órbita
Astronautas da Artemis 2 da Nasa encerraram nesta quinta-feira (2) seu primeiro dia no espaço testando as câmeras que usarão para capturar imagens dramáticas da Terra à medida que ela se afasta lentamente sob eles, horas antes de deixar a órbita rumo à Lua. “É como sair de casa e tentar tirar uma foto da Lua. É assim que me sinto agora ao tentar tirar uma foto da Terra”, disse o comandante Reid Wiseman ao controle da missão em Houston, enquanto tirava fotos de seu planeta natal com um iPhone.
A Nasa ainda não liberou nenhuma imagem capturada pela tripulação até o momento, mas espera fazê-lo mais tarde na missão, após momentos mais climáticos. Entre elas está a esperada imagem do “Earthrise” (nascer da Terra), que lembra a famosa foto tirada pelo astronauta William Anders, da Apollo 8, em 1968, quando sua espaçonave deu a volta na Lua.
Primeira viagem em mais de 50 anos
A mais de 64.000 km de distância da Terra, onde o planeta aparece como um globo encolhido e iluminado pelo Sol, a missão de voltar à Lua após mais de 50 anos não foi isenta de pequenas falhas técnicas. Houve problemas com o banheiro e as tentativas iniciais de Wiseman de usar o Microsoft Outlook para verificar e-mails, mas ambos foram corrigidos.
Os quatro astronautas da missão Artemis 2, que foi lançada da Flórida na quarta-feira, têm alguns dispositivos diferentes a bordo para tirar fotos do espaço de dentro de sua cápsula Orion durante o voo.
Eles incluem uma pequena câmera de ação GoPro, iPhones e câmeras profissionais Nikon, uma marca mais familiar para os astronautas da Nasa que as utilizam na Estação Espacial Internacional (ISS) há anos.
A decisão de equipar a tripulação com iPhones foi tomada pelo administrador da Nasa, Jared Isaacman, um astronauta bilionário que voou em duas missões privadas da SpaceX Dragon e usou os dispositivos durante seus próprios voos, disseram funcionários da Nasa.
No sexto dia, espera-se que os astronautas alcancem cerca de 252.000 milhas (405.000 km) da Terra, o ponto mais distante já voado por humanos, quando o planeta parecerá não maior do que uma bola de basquete além do lado oculto da Lua.
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