Após pressão de Xi Jinping, Trump adverte Taiwan e diz que se opõe a independência da ilha
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, advertiu Taiwan nesta sexta-feira (15) contra qualquer declaração de independência, depois que seu homólogo chinês, Xi Jinping, pressionou para que Washington não apoie a ilha.
Mandatário americano deixou claro que se opõe a uma declaração de independência de Taiwan. “Não tenho vontade de que alguém declare a independência, sabem, supondo que temos de percorrer 15.000 quilômetros para ir para a guerra”, disse Trump, segundo um trecho de uma entrevista à Fox News. “Quero que [Taiwan] eles se acalmem. Quero que a China se acalme”, declarou.
Segundo a legislação dos Estados Unidos, Washington é obrigado a fornecer armas a Taiwan para sua defesa, mas não está claro se as forças americanas ajudariam a ilha em caso de ataque. “Não queremos que alguém pense: vamos proclamar a independência porque os Estados Unidos nos apoiam”, insistiu, acrescentando que ainda não havia decidido nada sobre uma eventual venda de armas à ilha, que tem Washington como sua principal fonte de apoio militar.
Os Estados Unidos reconhecem apenas a China e não apoiam a independência oficial de Taiwan, uma ilha autônoma de regime democrático que Pequim reivindica como parte de seu território e cuja reunificação não descarta alcançar pelo uso da força.
O magnata republicano encerrou sua visita de Estado com o anúncio de que fechou acordos comerciais “fantásticos”, embora não tenha dado muitos detalhes nem pareça ter conseguido avanços contundentes com a China em relação à guerra com o Irã.
Na quinta-feira (14), com uma firmeza incomum, Xi advertiu Trump que “a questão de Taiwan é a mais importante nas relações” entre Washington e Pequim. “Se for bem administrada, as relações entre os dois países poderão continuar globalmente estáveis. Se for mal administrada, os dois países colidirão, ou até mesmo entrarão em conflito”, afirmou o mandatário chinês, segundo a imprensa estatal.
Trump convidou Xi a visitar Washington em setembro, o que indica que as duas maiores economias do mundo provavelmente buscarão estabilizar suas relações, frequentemente turbulentas. A visita anunciada de Xi Jinping a Washington no próximo outono [no hemisfério norte, primavera no Brasil] representará um novo teste para o frágil status quo entre as duas potências.
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