Autoridades ucranianas são destituídas do governo após escândalos de corrupção
Ao menos 11 altos funcionários do governo ucraniano foram destituídos do cargo nesta terça-feira, 24, sendo cinco governadores regionais e quatro vice-ministros envolvidos em um escândalo de corrupção no Exército, em meio à invasão russa do país, que completou exatos 11 meses. Taras Melnichuk, representante do governo no Parlamento, informou que deixaram seus cargos os governadores Valentin Reznichenko, da região de Dnipropetrovsk (centro), Oleksandr Starukh, da região de Zaporizhia (sul), Dmytro Zhivytsky, da região de Sumy (norte), Yaroslav Yanushevich, da região de Kherson (sul), e Oleksiy Kuleba, da capital, Kiev. Também foram destituídos, Anatoly Ivankevich e Viktor Vychniov, ambos vice-diretores do Serviço de Transporte Marítimo e Fluvial da Ucrânia. Em novembro, vários meios de comunicação acusaram Reznichenko de conceder contratos de dezenas de milhões de euros para reparos de estradas a um grupo cofundado por sua namorada, que trabalha como preparadora física. Ele e os governadores das regiões de Sumy, Kherson e Zaporizhia estão sob investigação judicial, enquanto o afastamento de Kuleba está relacionado à sua próxima nomeação para a administração presidencial, de acordo com a imprensa.
Essa baixa acontece no dia em que a guerra do Leste Europeu completa 11 meses e em momento no qual os países ocidentais vivem um impasse: vão enviar ou não tanques da Alemanha para Ucrânia, já que as autoridades alemãs não decidiram se ajudarão o país do Leste Europeu com esse tipo de armamento? São avaliados os prós e contras, há um forte receio de que o Exército de Volodymyr Zelensky os utilize para atacar a Rússia ao invés de só se defender. Além das autoridades citadas, a Ucrânia exonerou o vice-ministro da Defesa, Viacheslav Shapovalov, cuja renúncia já havia sido anunciada na madrugada desta terça-feira, e o ministro da Política Social, Vitalii Muzychenko, além de dois vice-ministros do Desenvolvimento Territorial, Ivan Lukeria e Viacheslav Negoda. Essas demissões e renúncias são anunciadas após a imprensa noticiar preços superfaturados em um contrato para fornecer alimentos ao Exército ucraniano, o primeiro escândalo de corrupção no Ministério da Defesa desde o início da guerra.
*Com informações da AFP
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