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Crucial para Trump: americanos vão às urnas em disputa pelo controle do Congresso

Disputa legislativa coloca em jogo o controle da Câmara e do Senado e pode alterar a margem de atuação do presidente norte-americano na segunda metade do mandato

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Eleitores votam em um local de votação dentro de um shopping center em Anchorage, no Alasca
Eleitores votam em um local de votação dentro de um shopping center em Anchorage, no Alasca CHARLY TRIBALLEAU / AFP

Os eleitores dos Estados Unidos vão às urnas nesta terça-feira (3) para escolher representantes da Câmara e renovar parte do Senado em uma votação que pode mudar a configuração do Congresso americano. As eleições de meio de mandato, conhecidas como midterms, colocam em disputa a maioria republicana nas duas Casas e podem influenciar a capacidade do presidente Donald Trump de aprovar projetos e conduzir sua agenda nos próximos dois anos.

Mais de 50 milhões de americanos já haviam votado antecipadamente antes da abertura das urnas nesta terça-feira.

As projeções mais recentes indicam que os democratas, principal força de oposição a Trump, têm vantagem na disputa pela Câmara dos Representantes. No Senado, porém, o cenário é mais indefinido, embora levantamentos apontem uma ligeira dianteira do partido.

Atualmente, os republicanos controlam as duas Casas do Congresso. Os democratas precisam conquistar novas cadeiras para assumir a maioria e ampliar a capacidade de fiscalizar o governo, barrar projetos e influenciar decisões legislativas.

Além das disputas legislativas, a votação também envolve eleições para governador em diversos estados. Temas como custo de vida, imigração, inflação e a guerra envolvendo o Irã estão entre os assuntos que marcaram a campanha.

O resultado poderá influenciar os últimos dois anos do mandato de Trump, período em que o controle do Congresso será determinante para a tramitação de propostas e a relação entre o Executivo e o Legislativo.

O que são as midterms?

Conhecidas como midterms, as eleições de meio de mandato são realizadas a cada dois anos, sempre na metade do ciclo presidencial de quatro anos nos Estados Unidos. A votação serve para renovar todos os 435 assentos da Câmara dos Representantes e cerca de um terço das 100 cadeiras do Senado, além de eleger governadores e representantes de assembleias legislativas em diversos estados.

Embora o presidente não esteja na disputa, as midterms são consideradas um termômetro político da avaliação do governo pela população. O resultado pode alterar o equilíbrio de forças no Congresso e determinar se o partido do presidente continuará com maioria nas duas Casas ou se a oposição assumirá o controle de uma delas ou de ambas.

Os deputados têm mandatos de dois anos, por isso todos os assentos da Câmara são colocados em disputa a cada eleição. Já os senadores cumprem mandatos de seis anos, com a renovação de aproximadamente um terço da Casa a cada dois anos.

A importância da votação está no papel do Congresso no sistema político americano. Câmara e Senado participam da aprovação de leis, do orçamento federal e da fiscalização do governo. O Senado também tem a atribuição de aprovar indicações feitas pelo presidente para cargos importantes, como ministros e juízes da Suprema Corte.

Assim, quando o partido do presidente perde a maioria em uma das Casas, o governo pode enfrentar mais dificuldades para aprovar propostas e colocar em prática suas prioridades. A oposição também ganha espaço para convocar investigações e questionar decisões da administração federal.

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