OMS: 138 milhões de pessoas são afetadas por erros médicos por ano
A Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgou nesta sexta-feira (13) que mais de 138 milhões de pessoas são afetadas anualmente por erros médicos, e que 2,6 milhões morrem por esta causa. Erros no diagnóstico, na prescrição de remédios e tratamento e uso inadequado de fármacos são os três principais registros de falhas, segundo afirmou a médica Neelam Dhingra-Kumar, coordenadora de segurança para os pacientes da OMS, em entrevista coletiva.
“Ocorrem porque os sistemas de saúde não estão adequadamente desenhados para enfrentar esses erros e aprender com eles”, garantiu a especialista. Dhingra-Kumar ainda afirmou que muitas unidades médicas ocultam os erros cometidos, o que impede que ações sejam tomadas.
Os números divulgados pela OMS se referem apenas aos países de média e baixa renda, em que vivem 80% da população mundial. Em países mais desenvolvidos, a estimativa é que uma a cada dez pacientes seja vítima de erros.
Exemplos destas falhas são a aplicação de remédios por vias para os quais não foram desenvolvidos, erros nas transfusões de sangue ou obtenção de radiografias, ou em casos mais dramáticos, na indicação de que membro deve ser amputado ou que lado do cérebro deve ser submetido a cirurgia.
Dhingra-Kumar apontou que entre os fatores que causam estes problemas estão a falta de hierarquia “clara” em determinados hospitais ou a insuficiente comunicação entre os funcionários do quadro da equipe.
De acordo com a OMS, apenas os erros relacionados a prescrição errada de remédios custam aos sistemas de saúde de todo mundo cerca de US$ 42 bilhões – o equivalente a R$ 170 milhões.
Para conscientizar sobre esse tipo de problema, a OMS realizará, a partir deste ano, em 17 de setembro, o Dia Mundial para a Segurança dos Pacientes. A cor laranja será utilizada para iluminar monumentos e unidades de saúde ao redor do mundo.
*Com informações da EFE
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