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Sócio de Maduro está sob custódia nos EUA, diz procurador-geral

Álvaro Pulido Vargas era processado na Venezuela e estava detido na prisão Rodeo 1 desde abril de 2023,

AFP

Nicolás Maduro
Nicolás Maduro EFE/Miguel Gutiérrez

Um sócio do empresário colombiano Alex Saab, testa de ferro do governante venezuelano deposto Nicolás Maduro, está sob custódia das autoridades dos Estados Unidos, anunciou no domingo (11) o procurador-geral do país, Todd Blanche.

Álvaro Pulido Vargas era processado na Venezuela e estava detido na prisão Rodeo 1 desde abril de 2023, acusado, juntamente com outras 63 pessoas, de um desvio milionário de recursos da estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA).

Blanche anunciou na rede social X que autoridades da Força-Tarefa de Segurança Nacional dos Estados Unidos “prenderam” Pulido Vargas, que “enfrenta duas acusações federais distintas nos Estados Unidos, de 2019 e 2021, relacionadas a supostos esquemas de lavagem de dinheiro e suborno na casa dos bilhões de dólares vinculados ao regime de Maduro”.

As autoridades não forneceram detalhes sobre a operação de transferência de Pulido para os Estados Unidos.

“Suas supostas ações demonstram um desrespeito descarado pelo povo venezuelano ao corromper programas governamentais destinados a fornecer alimentos, medicamentos e moradias essenciais, visando ao seu próprio enriquecimento”, acrescentou o procurador-geral dos EUA.

A Procuradoria Federal do Distrito Sul da Flórida informou, em comunicado à imprensa, que Pulido Vargas, um colombiano de 62 anos, também era conhecido como Germán Enrique Rubio Salas.

“Pulido Vargas tinha um histórico prolífico de narcotráfico, que inclui uma condenação de 1997 na Itália sob o pseudônimo de Germán Enrique Rubio Salas”, acrescentou a promotoria.

Em junho, Pulido declarou-se “não culpado” em seu julgamento na Venezuela, processo que também envolve o ex-czar do petróleo Tareck El Aissami, segundo uma ata com o resumo da audiência à qual a AFP teve acesso.

Enquanto isso, Alex Saab foi extraditado para os Estados Unidos em maio; ele havia sido detido anteriormente sob a gestão de Delcy Rodríguez. Em meados de setembro, declarou-se culpado de lavagem de dinheiro após um acordo com a Promotoria americana.

Antes disso, ele havia estado preso em território americano, em 2021, sob acusações de lavagem de dinheiro e corrupção. O governo Maduro negociou sua libertação em 2023 e o nomeou ministro da Indústria um ano depois.

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