Suécia indica adesão à Otan e diz que ingresso ajudará a evitar ataque da Rússia
Como já era de se esperar após o anúncio da Finlândia, a Suécia sinalizou nesta sexta-feira, 13, depois de apresentar um relatório estratégico, que tem interesse em ingressar na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). De acordo com os dados apresentados, essa decisão aumentaria a segurança e “elevaria o limiar dos conflitos militares e teria um efeito dissuasivo na Europa do Norte”. Para a Ministra das Relações Exteriores, Ann Linde, esse ingresso ajudaria a estabilizar o país e vai beneficiar outras nações ao redor do Mar Báltico.
Apesar da Rússia não ter recebido bem essas informações e no final de abril ter informado que iria retaliar caso esse interesse permanecesse, Linde acredita que “não sofrerá um ataque militar convencional como reação a uma eventual candidatura à Otan”, declarou em entrevista coletiva. O relatório “Deterioração do ambiente de segurança – implicações para a Suécia” abre caminho para aprovação do pedido pelo Parlamento. A vontade da Suécia de participara da Aliança aumenta conforte a escalada da guerra da Ucrânia permanece. Uma possível aprovação, fará com que o país que sempre se orgulhou de sua neutralidade, reverta mais de 200 anos de história. Desde 1809, quando perdeu a Finlândia para o Império russo, o país assumiu um status neutro. “O não alinhamento militar nos serviu bem, mas estamos em uma nova situação agora”, declarou Linde.
Para além da Rússia, a Turquia também é contra a adesão da Finlândia e Suécia à Otan. “Não temos uma opinião positiva. Os países escandinavos são como uma casa de hóspedes para organizações terroristas”, disse Recep Tayyip Erdogan a repórteres, citando o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), considerado um grupo “terrorista” pela Turquia. O chefe de Estado garantiu que não quer que se repita o mesmo erro que foi cometido com a adesão da Grécia. A reação da Turquia é a primeira voz dissonante dentro da Otan sobre a possibilidade de Finlândia e Suécia aderirem à Aliança do Atlântico Norte. Desde o início da crise e depois da invasão russa da Ucrânia, a Turquia tem feito o possível para manter boas relações com os dois países, dos quais sua economia depende muito.
*Com informações da AFP
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