JOVEM PAN

Jovem Pan
TV Ao Vivo
Jornal da Manhã 2ª Edição | 07h00 - 10h00
Política

Analistas veem risco de censura na suspensão do “Exército do Lula”

Nelson Kobayashi defende retirada de mensagens irregulares, enquanto Lucas Mehero afirma que exclusão do canal exigiria prova de desinformação organizada

Jovem Pan

Analistas veem risco de censura na suspensão do “Exército do Lula”
Comentaristas veem risco de censura na suspensão do “Exército do Lula” WALMOR CARVALHO/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

A retirada integral de um canal de WhatsApp por causa de publicações consideradas irregulares pode configurar censura prévia, na avaliação do comentarista Nelson Kobayashi. Durante o Jornal da Manhã, da Jovem Pan, nesta segunda-feira (12), ele defendeu a decisão de restabelecer o canal “Exército do Lula” e afirmou que eventuais conteúdos falsos devem ser analisados e removidos individualmente.

“Quando há alguma mensagem ilícita, alguma mensagem de desinformação, a mensagem deve ser retirada. Agora, quando você tira um canal do ar, você está praticando censura prévia”, disse Kobayashi. Para o comentarista, a suspensão de toda a estrutura também impediria a circulação de mensagens de campanha que não apresentassem irregularidades.

Kobayashi acrescentou que, em sua avaliação, a decisão de restabelecimento foi correta tanto no mérito quanto na condução processual. Ele argumentou que o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, havia analisado a questão anteriormente e seria o responsável por apreciar o caso.

Lucas Mehero faz distinção entre mensagens isoladas e ação organizada

Também durante o programa, o comentarista Lucas Mehero avaliou que o compartilhamento de uma informação falsa, isoladamente, não justificaria necessariamente o bloqueio de um canal inteiro. Para ele, é preciso distinguir publicações pontuais de uma eventual estrutura montada especificamente para disseminar desinformação.

Mehero afirmou que a retirada integral poderia ser discutida caso fosse comprovado que o canal funcionava de maneira organizada e deliberada para divulgar notícias falsas. Sem essa demonstração, argumentou, o caminho seria analisar as publicações questionadas, e não impedir toda a comunicação política de seus seguidores.

Ele também criticou decisões que, em sua avaliação, restringiram o alcance de perfis de candidatos durante o período eleitoral e defendeu que o tema volte a ser debatido em futuras eleições.

Entenda a disputa judicial sobre o canal

As análises foram feitas após a determinação de restabelecimento do “Exército do Lula”, canal de WhatsApp administrado pelo deputado federal André Janones e acompanhado por mais de 3 milhões de pessoas, segundo a reportagem.

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) questionou o canal sob a alegação de disparos em massa e divulgação de conteúdos falsos. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, havia determinado a suspensão. Posteriormente, o corregedor-geral Ricardo Villas Bôas Cueva decidiu restabelecê-lo e defendeu que a controvérsia seja submetida ao plenário da Corte.

A campanha de Flávio Bolsonaro criticou o restabelecimento e sustentou que publicações irregulares já haviam sido retiradas por determinações eleitorais. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por sua vez, questionou decisões da Justiça Eleitoral durante agenda no domingo (11). As acusações das campanhas fazem parte da controvérsia e não foram apresentadas pelos comentaristas como conclusões judiciais definitivas sobre o conteúdo do canal.

Assista à reportagem completa

continue lendo