Tarcísio convida prefeito expulso pelo PL para o Republicanos e irrita bolsonaristas
Depois de ter sido expulso pelo PL por críticas ao ex-ministro Marcos Pontes (PL-SP), o prefeito de São Caetano do Sul, Tite Campanella, disse à Jovem Pan que recebeu uma ligação do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, para se filiar ao Republicanos. O telefonema, segundo o gestor municipal, aconteceu no mesmo dia da expulsão.
A atitude do governador de São Paulo, que foi colega de Pontes na Esplanada de Bolsonaro, irritou aliados do ex-presidente no Congresso. Em condição de anonimato, disseram que Tarcísio desrespeitou o PL e Marcos Pontes ao fazer o convite a Campanella.
Campanella afirmou que recebeu convite de mais dez legendas e que ainda não definiu para onde vai. Questionado sobre a possibilidade de aceitar o convite do governador ele disse: “A gente balança o coração quando um governador liga. Mas vamos avaliar com calma”.
De acordo com interlocutores, no entanto, a filiação de Campanella ao Republicanos já é dada como certa.
O prefeito Tite Campanella disse que não tem contato com o senador Marcos Pontes.
Como mostrou a Jovem Pan, a expulsão do PL, no início da semana, se deu após declarações de Campanella durante uma sessão solene realizada em 26 de março. O evento concedeu o título de cidadão sulsancaetanense ao deputado Guilherme Derrite (PP-SP). Durante a cerimônia, Campanella elogiou o congressista e disse que apoiaria a candidatura de Derrite ao Senado. Ele também afirmou que o estado de São Paulo não tem um representante “digno de sua grandeza” na Casa Alta
À Jovem Pan, o prefeito afirmou que não recebeu ligação de nenhum dirigente da sigla e soube da notícia através de uma reportagem e só depois de 40 minutos é que recebeu a carta de expulsão “sem direito de defesa”.
A reportagem apurou que declarações irritaram o PL, que tem o Marcos Pontes como representante no Senado. O ex-ministro foi quem entrou com o pedido para pedir a expulsão do prefeito. Líderes do PL também não gostaram da promessa de apoio a Derrite, uma vez que a sigla estuda lançar um candidato própria na disputa deste ano.
Em ofício assinado por João Candelária, presidente da sigla em São Paulo, Campanella foi expulso por ferir o código de ética do partido. A reportagem teve acesso ao documento, que diz que o prefeito de São Caetano feriu dois artigos:
Artigo 4º, inciso IV – Manter atitude de urbanidade e respeito para com os dirigentes partidários, os detentores
de mandatos eletivos e os demais filiados;
Artigo 6º, inciso III – Fazer referências desairosas a outro candidato ou filiado do Partido
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