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Vorcaro pagou hotel de luxo a ex-cunhado de Gilmar antes de julgamento no STF, diz jornal

Chiquinho Feitosa ficou três noites no hotel Rosewood com diária superior a R$ 30 mil; ex-dono do Banco Master também mantinha contrato de R$ 500 mil mensais com o ex-senador

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Ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro
Ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro Carlos Moura / SCO / STF e Reprodução

O ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, pagou três noites de hospedagem para o ex-senador Francisco Feitosa (Republicanos), conhecido como Chiquinho Feitosa, irmão de Guiomar Feitosa, advogada que foi casada com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes até o ano passado, em um hotel de luxo em São Paulo, às vésperas de um julgamento na Corte sobre a abertura de cursos de medicina. A diária do quarto reservado no hotel Rosewood custa R$ 31.552. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

De acordo com áudios e documentos obtidos pelo jornal, o advogado Ciro Soares, que representava Vorcaro, intermediou um pedido de Chiquinho para alterar as datas da reserva. Em 22 de maio de 2024, o banqueiro enviou diretamente ao ex-senador o comprovante da hospedagem. Após deixar o hotel, Feitosa agradeceu a Vorcaro por mensagem.

A viagem ocorreu dois dias antes do início do julgamento no STF sobre a abertura de novos cursos de medicina. O assunto interessava a Vorcaro porque ele havia investido em faculdades que buscavam autorização para oferecer a graduação.

Em mensagens posteriores, Ciro comemorou com o banqueiro o resultado da análise. O advogado afirmou que o processo relacionado às faculdades de medicina, sob relatoria do ministro Gilmar Mendes, havia sido concluído e que “deu tudo certo”.

Procurado pelo Estadão, Gilmar Mendes afirmou que votou contra a abertura indiscriminada de cursos e seguiu o entendimento do Ministério da Educação (MEC). A decisão, porém, estabeleceu uma regra de transição que permitiu a continuidade da análise de pedidos de instituições que já haviam apresentado a documentação necessária.

Como revelou anteriormente o Estadão, o ex-senador também mantinha um contrato com Vorcaro no valor de R$ 500 mil mensais e tratava com o banqueiro de processos no STF, além de ter organizado uma reunião da equipe do empresário no gabinete do ministro.

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