Zema critica tom de Milei em falas sobre Brasil, mas diz ter a mesma opinião
O candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) criticou o tom adotado pelo presidente da Argentina, Javier Milei, ao fazer críticas sobre o Brasil na convenção nacional do PL do último sábado (25). No entanto, disse concordar com as declarações.
“Eu acho que o presidente falou verdades, ele só não falou da maneira oficial que eu recomendaria. Você não deve aproveitar um evento festivo para repudiar alguma coisa que possa estar acontecendo. A Argentina tem uma embaixada em Brasília, ele poderia ter utilizado o canal oficial, ter feito um discurso, uma fala mais respeitosa”, afirmou o candidato em entrevista à CNN.
Apesar da crítica, Zema enfatizou que concorda com as declarações do presidente argentino e defendeu a anuência do Brasil sobre as declarações.
“Eu também tenho a mesma opinião dele. Eu não mudo nada do que ele falou, mas eu faria de maneira mais respeitosa. E vejo que o governo brasileiro deveria era colocar o rabo no meio das pernas, porque o que ele falou é verdade. Acho que não tem que ficar retrucando não”, disse o candidato.
No sábado, Javier Milei discursou na convenção nacional do PL. Na ocasião, disse que o Brasil enfrenta o “risco Lula” e classificou as eleições como uma escolha entre “a libertação” e “submissão à esquerda”. Além disso, criticou a política econômica do governo Lula e disse que o Brasil caminha para uma “crise da dívida”. O argentino chamou Lula de “presidiário” e “ladrão”.
O presidente argentino também criticou o Supremo Tribunal Federal (STF) por não autorizar visita a Jair Bolsonaro e chamou o ministro Alexandre de Moraes de “lixo careca”.
Zema disse que as críticas ao STF foram a parte mais verdadeira das declarações de Javier Milei. Segundo o candidato, “algumas frutas podres” que estão no tribunal têm agido de forma a manchar e depor contra a credibilidade da corte e das instituições brasileiras. Por isso, segundo ele, o Brasil tem ficado mal visto e mal avaliado no exterior.
Zema disse ainda que o STF hoje tem “ministros vendidos”, que estariam enriquecendo em razão do cargo e da influência que exercem. Para o governador, isso “só acontece em republiquetas, em repúblicas de bananas”. De acordo com ele, se o caso tivesse ocorrido na Europa, em um “país mais sério e civilizado”, os ministros já teriam sido expelidos há muito tempo.
“Eu tenho certeza que um Senado renovado e mais corajoso vai fazer essa profilaxia, essa limpeza que todo brasileiro vai apreciar. É o que é necessário”, disse Zema.
Romeu Zema oficializou sua candidatura nesta segunda-feira (27), na convenção nacional do Novo.
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