‘Mais candidatos não significa divisão, são mais votos’, diz Zema em meio tensão da direita
O governado de Minas Gerias, Romeu Zema, defendeu que ter mais candidatos não significa uma divisão e, sim, mais votos. “Qualquer partido hoje no Brasil que falar eu tenho mais um candidato, se ele levar mais um voto, o partido está ganhando”, disse o líder mineiro durante reunião do Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo, realizada nesta quinta-feira (22).
“Estou extremamente confiante com a direita, termos mais candidatos significa mais votos e estaremos juntos no segundo turno contra a esquerda”, disse Zema, que alfinetou os opositores, dizendo que eles não têm um projeto de longo prazo para o Brasil. “Ela tem um projeto de permanência de poder que tem conflito com esse projeto de país, já que temos uma bomba fiscal que a qualquer hora vais estourar”, disse.
Direta fragilizada
As declarações de Zema vem em um momento de tensão na direita, em que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, teria cancelado a visita ao ex-presidente, Jair Bolsonaro, prevista para acontecer nesta quinta-feira (22), porque, conforme mostrou a Jovem Pan, estaria desgastado com os ataques que vêm sofrendo de uma ala da direita, promovidos, em determinados momentos, até mesmo por Eduardo e Carlos Bolsonaro.
A informação, no entanto, foi negada pelo presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, que disse que as informação não passam de “fofoca” e que “Tarcísio faz parte do time Bolsonaro”. Nesta quinta-feira, após repercussão, o governador de São Paulo disse que está comprometido com a reeleição e que visitará o ex-mandatário na próxima semana. Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a visita se Tarcísio no dia 29 de janeiro, das 11h às 13h.
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro, colocou mais pressão nesta quinta, ao declarar que Tarcísio não tem outra opção a não ser apoiar a candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência. “Acho que ele não tem nem muito o que aceitar, porque é difícil você mudar essa conduta”, disse Eduardo. “O Tarcísio, até ontem, é um servidor público, um desconhecido da sociedade (sic), que ganhou notoriedade sendo ministro da Infraestrutura e depois foi eleito em São Paulo graças ao presidente Jair Bolsonaro. Ele não tem a opção de ir contra o Bolsonaro.”
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