Tracking pós 1º turno anima QG de Flávio com dianteira consolidada e menor rejeição que Lula
A campanha do senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), está comemorando, nesta sexta-feira (9), os resultados da última pesquisa interna da semana – já que os chamados trackings não são divulgados aos finais de semana. De acordo com os últimos números, aos quais a coluna teve aceso, quase uma semana após o primeiro turno da corrida eleitoral, o senador tem 55% das intenções de voto válidas no segundo turno, contra 45% do presidente Lula (PT).
A leitura do documento é que a diferença de dez pontos percentuais mostra uma “dianteira consolidada”, já que está acima do valor crítico de três pontos da margem de erro, indicando valores estatisticamente sustentados. O cenário não é muito diferente dos votos totais, onde Flávio aparece com 52%, ante 44% de Lula.
O voto espontâneo também foi entendido como boa notícia e vantagem de Flávio. Segundo o tracking, o senador chega a 49%, após crescer 11 pontos percentuais desde 29 de setembro. Já Lula aparece com 39% e não apresenta movimento significativo no período, segundo a série.
A campanha considerou o fato como uma demonstração importante do que chamou de “pouca capacidade de crescimento de Lula”, muito impulsionada, também, pela rejeição. São dez pontos percentuais de diferença nesse quesito: Lula tem 53%, enquanto Flávio registra 43%. Em relação à medição anterior da rejeição, o índice do presidente subiu três pontos, e o do senador recuou três.
Pequeno eleitorado em jogo
Além desses fatores, chamou a atenção da equipe de Flávio o fato de o levantamento mostrar uma parcela reduzida de eleitores que ainda podem alterar o cenário. Segundo o documento, 9% do eleitorado está em jogo: 4% não escolheram nenhum dos dois candidatos e 5% afirmam que podem mudar de voto. Na semana anterior ao primeiro turno, 18% dos eleitores estava sem definição de candidato.
Por isso, a indicação é cautela, e os discursos, como vem mostrando a coluna, foram ajustados para essa segunda etapa.
Entre os eleitores que ainda podem mudar de voto, violência e falta de segurança ou policiamento são os problemas mais citados, por 37%. Vale destacar que na volta da propaganda eleitoral na TV e no rádio, nesta sexta, a campanha de Flávio trouxe o “Smart Brasil”, programa de monitoramento por câmeras que o senador quer implementar a nível nacional, inspirado no Smart Sampa, da Prefeitura de São Paulo e do aliado, o prefeito Ricardo Nunes.
O relatório identifica, ainda, três segmentos em que Flavio ainda pode conquistas eleitores: os de 25 a 34 anos; os com ensino fundamental, e o de pessoas sem religião.
Jogando parado
Apesar do otimismo nos bastidores e das conversas sobre a composição de um futuro governo, a campanha quer evitar a impressão de que a eleição já está decidida. A orientação, neste momento, é tentar manter o resultado sem abrir novas frentes de desgaste, com uma postura de “jogar parado”.
A avaliação interna é que o PT deve intensificar os ataques ao candidato, inclusive com a alegação de que um eventual governo Flávio cortaria recursos de programas sociais. Diante de novas ofensivas, a orientação é que a campanha apresente seu posicionamento, mas “sem criar alarde”, evitando alimentar polêmicas que possam alterar o cenário eleitoral.
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